terça-feira, 29 de julho de 2008
Depois do banho e do barco limpo: Vitória à noite
Vitoria, sabado anoite.
Nós todos da tripulação, Alberto, Rô, Alberto Silva e Bia, com o cansaço da viagem, a única coisa que vimoa da noite em Vi'toria, foram as estrelas do céu.
No decorrer do dia varios veleiros foram chegando.
Como ficamos fora da piscina do Iate Clube poucos fundearam perto de nós.
Estão ao nosso lado o Red Boy, o El Arca e o Garua.
Noite calma e tranquila, boa para descanso.
Nós todos da tripulação, Alberto, Rô, Alberto Silva e Bia, com o cansaço da viagem, a única coisa que vimoa da noite em Vi'toria, foram as estrelas do céu.
No decorrer do dia varios veleiros foram chegando.
Como ficamos fora da piscina do Iate Clube poucos fundearam perto de nós.
Estão ao nosso lado o Red Boy, o El Arca e o Garua.
Noite calma e tranquila, boa para descanso.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
DE BUZIOS A VITORIA
Saída do Iate Clube de Armação de Búzios, passando pelo Cabo de São Tomé, em direção a Vitória, no Iate Clube do Espírito Santo.
O céu estava nublado, o vento em torno dos 10 nós e as ondas em freqüência de 10 segundos. O frio já estava começando a incomodar.
Partimos com a vela mestra rizada, no primeiro rizo, e o vento vindo de proa. Com o passar das horas cada vez mais diminuía o tempo entre as ondas, chegando a sete segundos, e a altura esperada de 2 a 2,5metros, aumentou para 3 metros a três metros e meio, o que fazia nosso barco corcovear mais que cavalo de rodeio.
Ficamos Beto e Rô, no turno da meia noite as três da manhã.
Nossa vela mestra rasgou durante uma batida mais forte do vento. Temos que ir somente no motor.
As sete já estávamos todos juntos de novo no convés.
E passando o famigerado Cabo de São Tomé, com o coração pulando. Seria o grande feito passar pelo cabo sem problemas..
E NÓS PASSAMOS.
Ainda bem.
Ao amanhecer vimos alguns pingüins nadando perto do barco.
De Manhã cruzamos com um pesqueiro que estava se preparando para jogar uns vinte ou trinta quilômetros de rede..
Demos alerta geral, uma vez que é um perigo enroscar na quilha dos veleiros.
Mas, umas quatro ou cinco horas depois, o Brisa Sul ( do Augusto e da Silvia), deram chamada no radio, informando estar sendo seguidos pelo barco de pesca, que não atendia pelo rádio e e fazia sinais para o veleiro parar.
Provavelmente os pescadores não devem ter gostado de ter tantos veleiros passando por cima das redes de pesca.Depois de algum tempo, desistiu e voltou a pesca.
Anoitecer do segundo dia, e nós preparados (?????) para a segunda noite molhada e gelada.O interessante que a tripulação continuava animada e integrada, como se nada fosse.
O comandante Alberto, já mais tranqüilo conseguiu tirar uma boa soneca na madrugada.
No amanhecer nos aproximamos do porto de Vitória.
Havia um paredão de grandes navios fundeados aguardando para atracar, e nós tínhamos que passar por eles com o veleiro, que mais parecia uma pulga no meio de uma manada de elefantes.
Mas o comandante Alberto e o tripulante ( sub comandante) Alberto, souberam muito bem vencer a parada, no meio do mar revolto.
Entramos a boreste do canal dos navios pelo porto de Tubarão e passamos pela região das lajes , virando tudo a boreste. Ficamos com a proa na direção do Iate Clube.
Manobra perfeita. Respiramos fundo e pedimos entrada no Iate Clube do Espírito Santo, que imediatamente nos forneceu as coordenadas de chegada e local de parada.
Pegamos uma poita num lugar maravilhoso.
Donde estamos vemos a cidade de Vitória, com suas avenidas largas, muitas arvores, um lindo parque e uma lanchonete do Bob’s e um Spaghetto.
De volta a civilização, tudo o que estamos querendo no momento é um bom banho quente, lavar os cabelos, passar um bom creme e descansar..
O céu estava nublado, o vento em torno dos 10 nós e as ondas em freqüência de 10 segundos. O frio já estava começando a incomodar.
Partimos com a vela mestra rizada, no primeiro rizo, e o vento vindo de proa. Com o passar das horas cada vez mais diminuía o tempo entre as ondas, chegando a sete segundos, e a altura esperada de 2 a 2,5metros, aumentou para 3 metros a três metros e meio, o que fazia nosso barco corcovear mais que cavalo de rodeio.
Ficamos Beto e Rô, no turno da meia noite as três da manhã.
Nossa vela mestra rasgou durante uma batida mais forte do vento. Temos que ir somente no motor.
As sete já estávamos todos juntos de novo no convés.
E passando o famigerado Cabo de São Tomé, com o coração pulando. Seria o grande feito passar pelo cabo sem problemas..
E NÓS PASSAMOS.
Ainda bem.
Ao amanhecer vimos alguns pingüins nadando perto do barco.
De Manhã cruzamos com um pesqueiro que estava se preparando para jogar uns vinte ou trinta quilômetros de rede..
Demos alerta geral, uma vez que é um perigo enroscar na quilha dos veleiros.
Mas, umas quatro ou cinco horas depois, o Brisa Sul ( do Augusto e da Silvia), deram chamada no radio, informando estar sendo seguidos pelo barco de pesca, que não atendia pelo rádio e e fazia sinais para o veleiro parar.
Provavelmente os pescadores não devem ter gostado de ter tantos veleiros passando por cima das redes de pesca.Depois de algum tempo, desistiu e voltou a pesca.
Anoitecer do segundo dia, e nós preparados (?????) para a segunda noite molhada e gelada.O interessante que a tripulação continuava animada e integrada, como se nada fosse.
O comandante Alberto, já mais tranqüilo conseguiu tirar uma boa soneca na madrugada.
No amanhecer nos aproximamos do porto de Vitória.
Havia um paredão de grandes navios fundeados aguardando para atracar, e nós tínhamos que passar por eles com o veleiro, que mais parecia uma pulga no meio de uma manada de elefantes.
Mas o comandante Alberto e o tripulante ( sub comandante) Alberto, souberam muito bem vencer a parada, no meio do mar revolto.
Entramos a boreste do canal dos navios pelo porto de Tubarão e passamos pela região das lajes , virando tudo a boreste. Ficamos com a proa na direção do Iate Clube.
Manobra perfeita. Respiramos fundo e pedimos entrada no Iate Clube do Espírito Santo, que imediatamente nos forneceu as coordenadas de chegada e local de parada.
Pegamos uma poita num lugar maravilhoso.
Donde estamos vemos a cidade de Vitória, com suas avenidas largas, muitas arvores, um lindo parque e uma lanchonete do Bob’s e um Spaghetto.
De volta a civilização, tudo o que estamos querendo no momento é um bom banho quente, lavar os cabelos, passar um bom creme e descansar..
quinta-feira, 24 de julho de 2008
FICHA TÉCNICA DOS IATE CLUBES DO RIO DE JANEIRO E ARMAÇÃO DE BÚZIOS
Iate Clube do Rio de Janeiro:
O Iate Clube do Rio de Janeiro cobra uma diária de 90 reais para barcos não sócios. Existe a carência de 3 dias sem cobrar. Ao chegar no iate clube o primeiro a desembarcar deve ser o comandante do barco portando todos os documentos originais de todos os tripulantes, somente após este procedimento é autorizada a descida dos que estão no barco. O aviso de chegada deve ser dado pelo canal 68, solicitando autorização para entrada no iate clube, eles enviam um barco de apoio que indica o local que você devera apoitar.
O canal 68 atende também a marina da Glória.
O iate clube mantém um barco auxiliar para levar e trazer as pessoas embarcadas para a terra que são os “cocorocas”.
Ele fica localizado na Urca, localização privilegiada e fácil acesso de entrada para veleiros.
Na porta do iate clube existe um excelente serviço de táxi com os motoristas credenciados no iate clube.
Iate Clube de Armação de Búzios (ICAB):
Possui 68 poitas autorizadas pela marinha. Serviço excelente e pessoal atencioso.
A diária custa 50 reais sem nenhum dia de carência.
O aviso de chegada deve ser dado pelo canal 68 também, solicitando autorização para entrada no iate clube.
O barco de apoio não é eficiente na presença de muitas embarcações.
O Iate Clube está localizado próximo a cidade, na praia dos ossos. É pequeno, porém completo.
ÚLTIMO DIA EM BÚZIOS
Quinta-feira, 24/07/08.
O dia amanheceu nublado e calmo. A dona Ro preparou um café da manhã completo a bordo.
Após o café começou a maratona de arrumação e preparação para partida, que estava marcada para a noite de quinta-feira. O barco foi abastecido com água e recebeu uma bela limpeza e arrumação feita pela Ro e a lavagem externa foi feita pelos homens.
A tarde fomos almoçar em um restaurante próximo ao iate clube e degustamos frutos do mar.
A Ro providenciou os porcaritos para a partida e mais outros itens comestíveis para a sobrivivência saudável a bordo.
Após a reunião de comandantes que aconteceu as 17h00, o comandante da nossa flotilha decidiu sair as 22h00.
Ficamos batendo um papo no barzinho do iate clube.
20h40: já estamos embarcados fazendo os últimos ajustes para a partida e a esposa de Seu Ro está preparando uma sopa para a tripulação.
Iate Clube do Rio de Janeiro:
O Iate Clube do Rio de Janeiro cobra uma diária de 90 reais para barcos não sócios. Existe a carência de 3 dias sem cobrar. Ao chegar no iate clube o primeiro a desembarcar deve ser o comandante do barco portando todos os documentos originais de todos os tripulantes, somente após este procedimento é autorizada a descida dos que estão no barco. O aviso de chegada deve ser dado pelo canal 68, solicitando autorização para entrada no iate clube, eles enviam um barco de apoio que indica o local que você devera apoitar.
O canal 68 atende também a marina da Glória.
O iate clube mantém um barco auxiliar para levar e trazer as pessoas embarcadas para a terra que são os “cocorocas”.
Ele fica localizado na Urca, localização privilegiada e fácil acesso de entrada para veleiros.
Na porta do iate clube existe um excelente serviço de táxi com os motoristas credenciados no iate clube.
Iate Clube de Armação de Búzios (ICAB):
Possui 68 poitas autorizadas pela marinha. Serviço excelente e pessoal atencioso.
A diária custa 50 reais sem nenhum dia de carência.
O aviso de chegada deve ser dado pelo canal 68 também, solicitando autorização para entrada no iate clube.
O barco de apoio não é eficiente na presença de muitas embarcações.
O Iate Clube está localizado próximo a cidade, na praia dos ossos. É pequeno, porém completo.
ÚLTIMO DIA EM BÚZIOS
Quinta-feira, 24/07/08.
O dia amanheceu nublado e calmo. A dona Ro preparou um café da manhã completo a bordo.
Após o café começou a maratona de arrumação e preparação para partida, que estava marcada para a noite de quinta-feira. O barco foi abastecido com água e recebeu uma bela limpeza e arrumação feita pela Ro e a lavagem externa foi feita pelos homens.
A tarde fomos almoçar em um restaurante próximo ao iate clube e degustamos frutos do mar.
A Ro providenciou os porcaritos para a partida e mais outros itens comestíveis para a sobrivivência saudável a bordo.
Após a reunião de comandantes que aconteceu as 17h00, o comandante da nossa flotilha decidiu sair as 22h00.
Ficamos batendo um papo no barzinho do iate clube.
20h40: já estamos embarcados fazendo os últimos ajustes para a partida e a esposa de Seu Ro está preparando uma sopa para a tripulação.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
A PARTIDA
A partida do Iate Clube do Rio de Janeiro.
A saída começou a ser preparada às sete horas da noite de sábado.
No cais do Iate4 Clube, as bandeiras do Brasil, do Estado Do Rio, da Marinha e da Costa Leste.
A banda dos fuzileiros navais começou a cerimônia com o Hino Nacional.
Após, varias autoridades discursaram.
Em seguida, os barcos começaram a ser chamados pelo nome da embarcação e dos comandantes, e desfilamos todos
Estávamos todos da tripulação do Dona Ro, na maior ansiedade.
O frio na barriga fazia a gente acabar com os pacotes de batatinha, cebolitos e todos os porcaritos disponíveis no barco.
Quando nos chamaram, sucesso total.
Desfilamos inevitavelmente arrepiados, mas com a maior pose de velejadores experientes.
Como a saída triunfal dos barcos demorou muito mais que o previsto, a ordem foi de motorar, e não velejar, apesar da previsão de lua cheia e tempo bom, o céu estava encoberto.
Barco a caminho de Búzios, Dona Ro foi para a cozinha fazer a janta, resultado uma deliciosa sopa de feijão da Magi que tomamos nas canecas.
Como tudo estava calmo, resolvemos instalar o piloto automático que era novíssimo em função da pane do piloto automático titular.
Aí começou a odisséia: o manual não estava legível e os dois Albertos não sabiam como instalar. Resultado: apertava-se o botão de um lado o piloto ia para o outro.
O pessoal dos veleiros mais próximos percebeu e nos chamou pelo radio quando ao que respondemos q estávamos com problemas com o piloto automático, aí que foi engraçado, pois todas as embarcações começaram a nos chamar e perguntar se precisávamos de ajuda.
De repente a Marinha nos chama pelo radio informando que viria ao Dona Ro fazer uma inspeção, nosso comandante de flotilha, o José Ricardo comandante do Toriba, mandou a maior bronca, dizendo que piloto automático não era item obrigatório para navegação.
No final, tudo deu certo o piloto bem ou mal começou a funcionar.
Tudo calmo, a tripulação jovem do barco, a Bia e o Gu, foi dormir com as galinhas e deixaram os velejadores experientes passarem a noite acordados velejando.
Dona Ro foi dormir na madrugada e deixou o comandante Alberto e o subcomandante Alberto tomarem conta do barco.
Noite calma, amanhecer maravilhoso com Dona Ro já no comando do barco.
De manha, estava Bia e Ro somente no convés quando avistou-se algo grande movimentando-se a uma pequena distancia do barco, qual não foi a surpresa da Bia quando ela percebeu que era uma baleia esguichando água para o alto.avisamos toda a flotilha pelo barco, mas ninguém mais conseguiu ver a baleia.
Passado um tempo, eis que a Bia avista um pingüim nadando tranquilamente perto do barco, em seguida apareceram mais alguns, a gritaria foi geral.
Já estávamos quase chegando em Armação de Búzios, quando o subcomandante Alberto avistou outra baleia, so vimos quando a cauda já estava sumindo.
O tripulante Gu era responsável pelo almoço, que seria o peixe que ele iria pescar. O resultado: Dona Rô teve que fazer lasanha ao molho a bolonhesa ( deu o maior trabalho aquecer o prato pronto).
Navegação cada vez mais tranqüila fomos chegando em Armação de Búzios, já no Domingo dia 21.
Chegamos por volta das 4 horas da tarde e a noite teve um coquetel oferecido pela diretoria do Iate Clube de Armação de Búzios. a caipirinha estava ótima e os salgadinhos estava excelentes, principalmente as bolinhas de queijo e bacalhau, o creme de cebola estava muito bom para a temperatura principalmente porque o tempo estava frio.
Após o coquetel e um macarrão ao sugo como jantar, dormimos feito anjos embalados pela brisa que balançava o barco.
Nestas alturas o tripulante Gu já estava achando que não era boa a idéia de ir embora.
Na segunda-feira Dona Rô e o comandante Alberto ficaram cuidando do barco e o resto da tripulação alugou um bugg e foi passear pelas praias voltando só ao anoitecer.
No final da tarde, todos juntos e o tripulante Gu tinha que deixar o barco e ir embora para trabalhar, lá se foi o quinto tripulante as 19h00 e o Dona Ro ficou somente com quatro tripulantes.
O peixe que o Gu não pescou, foi degustado em um restaurante no centro de Búzios na janta de segunda-feira.
Fomos dormir todos tranqüilos, quando aproximadamente 1h30 da madrugada escutamos alguém batendo no casco do barco e gritando: DONA RO. Ao levantarmos vimos que o Dona Ro já estava quase batendo no Feitiço.
A Bia continuou no maior sono e os Albertos e Dona Ro tiveram que levantar ancora e procurar outro lugar para jogar ferro, achando que so nos que não sabíamos ancorar direito um barco, passaram os três Dona Ro e os Albertos acordando para verificar se o barco continuava ancorado após ter sido colocado duas ancoras.
E a Bia continuava dormindo placidamente.
Na manha do dia 22, terça-feira, quando fomos tomar café no bar do iate clube, descobrimos que tinha sido um caos para todo o pessoal do Costa Leste.
Vários barcos haviam se desgarrado e outros tantos haviam batido uns nos outros, enfim a noite tinha sido de terror para todo mundo.
Ate o Horizonte, que é um tremendo barco de 80 pés, teve problemas. Houve uma das embarcações que por medo de jogar a ancora passou a noite inteira motorando e só teve coragem de ancorar novamente as 8h00 da manhã.
Passamos o dia todo tentando fazer a placa de modem da TIM funcionar, como nós muitos outros também estavam com o mesmo problema. Finalmente, por volta dos 18h00 na loja da TIM, conseguimos alguém que fizesse a placa funcionar.
Enquanto isso no Iate, todo mundo preocupado com a noite que teríamos uma vez que na noite anterior tínhamos tido vento de 48 nós. O pessoal do veleiro Marrano, do veleiro Bora bora e alguns outros veleiro deixaram o barco e foram dormir em pousadas.
A tripulação do Dona Ro, no entanto, nem se abalou e dormiu tranquilamente a noite toda apesar dos roncos do comandante.
Quarta-feira dia 23, dia tranqüilo, esperando pela mudança dos ventos para podermos partir rumo a Vitória.
As 11h00 na reunião dos comandantes com o Comodoro, com a presença do Ricardo Montenegro da Mara e de outros ases da meteorologia, foi acertado que sairíamos na quinta-feira as 20h00, quando o vento deverá estar melhor para velejar.
A tarde tivemos um churrasco no quiosque ao lado do Iate Clube, com muito papo, muita cerveja e muita carne, e todo mundo já com muita vontade de partir.
A partida do Iate Clube do Rio de Janeiro.
A saída começou a ser preparada às sete horas da noite de sábado.
No cais do Iate4 Clube, as bandeiras do Brasil, do Estado Do Rio, da Marinha e da Costa Leste.
A banda dos fuzileiros navais começou a cerimônia com o Hino Nacional.
Após, varias autoridades discursaram.
Em seguida, os barcos começaram a ser chamados pelo nome da embarcação e dos comandantes, e desfilamos todos
Estávamos todos da tripulação do Dona Ro, na maior ansiedade.
O frio na barriga fazia a gente acabar com os pacotes de batatinha, cebolitos e todos os porcaritos disponíveis no barco.
Quando nos chamaram, sucesso total.
Desfilamos inevitavelmente arrepiados, mas com a maior pose de velejadores experientes.
Como a saída triunfal dos barcos demorou muito mais que o previsto, a ordem foi de motorar, e não velejar, apesar da previsão de lua cheia e tempo bom, o céu estava encoberto.
Barco a caminho de Búzios, Dona Ro foi para a cozinha fazer a janta, resultado uma deliciosa sopa de feijão da Magi que tomamos nas canecas.
Como tudo estava calmo, resolvemos instalar o piloto automático que era novíssimo em função da pane do piloto automático titular.
Aí começou a odisséia: o manual não estava legível e os dois Albertos não sabiam como instalar. Resultado: apertava-se o botão de um lado o piloto ia para o outro.
O pessoal dos veleiros mais próximos percebeu e nos chamou pelo radio quando ao que respondemos q estávamos com problemas com o piloto automático, aí que foi engraçado, pois todas as embarcações começaram a nos chamar e perguntar se precisávamos de ajuda.
De repente a Marinha nos chama pelo radio informando que viria ao Dona Ro fazer uma inspeção, nosso comandante de flotilha, o José Ricardo comandante do Toriba, mandou a maior bronca, dizendo que piloto automático não era item obrigatório para navegação.
No final, tudo deu certo o piloto bem ou mal começou a funcionar.
Tudo calmo, a tripulação jovem do barco, a Bia e o Gu, foi dormir com as galinhas e deixaram os velejadores experientes passarem a noite acordados velejando.
Dona Ro foi dormir na madrugada e deixou o comandante Alberto e o subcomandante Alberto tomarem conta do barco.
Noite calma, amanhecer maravilhoso com Dona Ro já no comando do barco.
De manha, estava Bia e Ro somente no convés quando avistou-se algo grande movimentando-se a uma pequena distancia do barco, qual não foi a surpresa da Bia quando ela percebeu que era uma baleia esguichando água para o alto.avisamos toda a flotilha pelo barco, mas ninguém mais conseguiu ver a baleia.
Passado um tempo, eis que a Bia avista um pingüim nadando tranquilamente perto do barco, em seguida apareceram mais alguns, a gritaria foi geral.
Já estávamos quase chegando em Armação de Búzios, quando o subcomandante Alberto avistou outra baleia, so vimos quando a cauda já estava sumindo.
O tripulante Gu era responsável pelo almoço, que seria o peixe que ele iria pescar. O resultado: Dona Rô teve que fazer lasanha ao molho a bolonhesa ( deu o maior trabalho aquecer o prato pronto).
Navegação cada vez mais tranqüila fomos chegando em Armação de Búzios, já no Domingo dia 21.
Chegamos por volta das 4 horas da tarde e a noite teve um coquetel oferecido pela diretoria do Iate Clube de Armação de Búzios. a caipirinha estava ótima e os salgadinhos estava excelentes, principalmente as bolinhas de queijo e bacalhau, o creme de cebola estava muito bom para a temperatura principalmente porque o tempo estava frio.
Após o coquetel e um macarrão ao sugo como jantar, dormimos feito anjos embalados pela brisa que balançava o barco.
Nestas alturas o tripulante Gu já estava achando que não era boa a idéia de ir embora.
Na segunda-feira Dona Rô e o comandante Alberto ficaram cuidando do barco e o resto da tripulação alugou um bugg e foi passear pelas praias voltando só ao anoitecer.
No final da tarde, todos juntos e o tripulante Gu tinha que deixar o barco e ir embora para trabalhar, lá se foi o quinto tripulante as 19h00 e o Dona Ro ficou somente com quatro tripulantes.
O peixe que o Gu não pescou, foi degustado em um restaurante no centro de Búzios na janta de segunda-feira.
Fomos dormir todos tranqüilos, quando aproximadamente 1h30 da madrugada escutamos alguém batendo no casco do barco e gritando: DONA RO. Ao levantarmos vimos que o Dona Ro já estava quase batendo no Feitiço.
A Bia continuou no maior sono e os Albertos e Dona Ro tiveram que levantar ancora e procurar outro lugar para jogar ferro, achando que so nos que não sabíamos ancorar direito um barco, passaram os três Dona Ro e os Albertos acordando para verificar se o barco continuava ancorado após ter sido colocado duas ancoras.
E a Bia continuava dormindo placidamente.
Na manha do dia 22, terça-feira, quando fomos tomar café no bar do iate clube, descobrimos que tinha sido um caos para todo o pessoal do Costa Leste.
Vários barcos haviam se desgarrado e outros tantos haviam batido uns nos outros, enfim a noite tinha sido de terror para todo mundo.
Ate o Horizonte, que é um tremendo barco de 80 pés, teve problemas. Houve uma das embarcações que por medo de jogar a ancora passou a noite inteira motorando e só teve coragem de ancorar novamente as 8h00 da manhã.
Passamos o dia todo tentando fazer a placa de modem da TIM funcionar, como nós muitos outros também estavam com o mesmo problema. Finalmente, por volta dos 18h00 na loja da TIM, conseguimos alguém que fizesse a placa funcionar.
Enquanto isso no Iate, todo mundo preocupado com a noite que teríamos uma vez que na noite anterior tínhamos tido vento de 48 nós. O pessoal do veleiro Marrano, do veleiro Bora bora e alguns outros veleiro deixaram o barco e foram dormir em pousadas.
A tripulação do Dona Ro, no entanto, nem se abalou e dormiu tranquilamente a noite toda apesar dos roncos do comandante.
Quarta-feira dia 23, dia tranqüilo, esperando pela mudança dos ventos para podermos partir rumo a Vitória.
As 11h00 na reunião dos comandantes com o Comodoro, com a presença do Ricardo Montenegro da Mara e de outros ases da meteorologia, foi acertado que sairíamos na quinta-feira as 20h00, quando o vento deverá estar melhor para velejar.
A tarde tivemos um churrasco no quiosque ao lado do Iate Clube, com muito papo, muita cerveja e muita carne, e todo mundo já com muita vontade de partir.
sábado, 19 de julho de 2008
JANTAR NO PINK FLEET
Como começar um diário de bordo, principalmente quando ainda não estamos a bordo.
A maneira que encontrei foi a mais fácil.
Começo por onde começou esta historia de velejar.
Havia um menino que adorava fabricar barquinhos de papel e depois vê-los sumir nas enxurradas das tempestades de verão.
Seu pensamento viajava junto com todos aqueles barquinhos na distante Ijuí, bem longe do mar, perto das Missões, lá nos confins do Rio Grande.
O menino cresceu continuou a fabricar coisas e a viajar em pensamentos , já sem os barquinhos de papel.Mas, finalmente, depois de 01 esposa e tres filhos criados , eis que é comprado um Velamar 32 .
Compramos o barco e ganhamos amigos. O Alípio e a Gil, que nos venderam o barco,para comprar outro maior, viraram amigos queridos.
Passeamos por Parati, por Angra, pela Ilha Grande e porque não realizar o grande sonho de infancia? Velejar pela costa brasileira.
Ideia na cabeça, começamos a ouvir falar do cruzeiro costa leste.
Vamos ou não vamos entrar nesta aventura? Resposta: aqui estamos.
Nada como começar bem acompanhados.
Vamos fazer a viagem com mais 50 veleiros .
Feras da navegação estão aqui, e, o melhor dando força para a gente que está apenas começando.
Melhor ainda: o povo todo é super festeiro. Comemora-se tudo: o vento, a falta de vento, o barco, o barco velho, tudo é comemorado e sempre regado a cerveja, agua, vinho e termos até casais de velejadores instrumentistas e cantores.
Ontem a noite, conhecemos o Pink Fleet, que é um lindo barco restaurante, que faz passeios pela Baia da Guanabara. Com capacidade para 450 pessoas, super bem equipado, pessoal atencioso e prestativo.
Os preços das bebidas é que são meio salgados. O vinho mais barato ( que em supermercado está na faixA dos R$20,00) , na carta de vinhos está por R$ 70,00.
Mas a marguerita que eles fazem é otima. Depois no jantar acompanhei com agua que é sempre acessível e hidrata.
Jantar muito bom, bem feito e saboroso.
Mas, hoje é que será o must.
Vamos partir.
Sairemos às 20:30 horas, sob a batuta da Banda da Marinha Brasileira, com todos os spots da rede Globo, da ESPN e da TV Bandeirantes, com a transmissão via internet pela radio Eldorado.
NNão é muito , para quem fazia barquinhos no interiorzão do Rio Grande?
Vamos lá, acompanhar o capitão.
A tripulação que parte hoje no Dona Rô:
capitão Alberto
imediatos: Rô e Alberto(Limeira)
tripulação jovem: a Beatriz (Bia) e o Gustavo (GÜ).
Primeira tripulação do barco piracicabano que cruzará a costa brasileira é composta de amigos de Limeira ( Alberto e Bia) e Americana (Gú).
Por sinal encontramos aqui velejadores de Cerquilho, Tietê, Bauru, Cafelandia, São Jose do Rio Preto, Sorocaba, Jundiaí , Santo André e São Paulo.
Tudo caiçara fajuto.
Mas, como nem tudo é festa, nosso piloto automático pifou de vez.
Tivemos que correr o Rio ontem a trás de um novo. Mas não como fazer uma viagem destas , sem piloto automático. ( Até Pedro Alvares Cabral já sabia disso, só nos que não).
Gente paro por aqui, agora.
De tarde tem mais.
A maneira que encontrei foi a mais fácil.
Começo por onde começou esta historia de velejar.
Havia um menino que adorava fabricar barquinhos de papel e depois vê-los sumir nas enxurradas das tempestades de verão.
Seu pensamento viajava junto com todos aqueles barquinhos na distante Ijuí, bem longe do mar, perto das Missões, lá nos confins do Rio Grande.
O menino cresceu continuou a fabricar coisas e a viajar em pensamentos , já sem os barquinhos de papel.Mas, finalmente, depois de 01 esposa e tres filhos criados , eis que é comprado um Velamar 32 .
Compramos o barco e ganhamos amigos. O Alípio e a Gil, que nos venderam o barco,para comprar outro maior, viraram amigos queridos.
Passeamos por Parati, por Angra, pela Ilha Grande e porque não realizar o grande sonho de infancia? Velejar pela costa brasileira.
Ideia na cabeça, começamos a ouvir falar do cruzeiro costa leste.
Vamos ou não vamos entrar nesta aventura? Resposta: aqui estamos.
Nada como começar bem acompanhados.
Vamos fazer a viagem com mais 50 veleiros .
Feras da navegação estão aqui, e, o melhor dando força para a gente que está apenas começando.
Melhor ainda: o povo todo é super festeiro. Comemora-se tudo: o vento, a falta de vento, o barco, o barco velho, tudo é comemorado e sempre regado a cerveja, agua, vinho e termos até casais de velejadores instrumentistas e cantores.
Ontem a noite, conhecemos o Pink Fleet, que é um lindo barco restaurante, que faz passeios pela Baia da Guanabara. Com capacidade para 450 pessoas, super bem equipado, pessoal atencioso e prestativo.
Os preços das bebidas é que são meio salgados. O vinho mais barato ( que em supermercado está na faixA dos R$20,00) , na carta de vinhos está por R$ 70,00.
Mas a marguerita que eles fazem é otima. Depois no jantar acompanhei com agua que é sempre acessível e hidrata.
Jantar muito bom, bem feito e saboroso.
Mas, hoje é que será o must.
Vamos partir.
Sairemos às 20:30 horas, sob a batuta da Banda da Marinha Brasileira, com todos os spots da rede Globo, da ESPN e da TV Bandeirantes, com a transmissão via internet pela radio Eldorado.
NNão é muito , para quem fazia barquinhos no interiorzão do Rio Grande?
Vamos lá, acompanhar o capitão.
A tripulação que parte hoje no Dona Rô:
capitão Alberto
imediatos: Rô e Alberto(Limeira)
tripulação jovem: a Beatriz (Bia) e o Gustavo (GÜ).
Primeira tripulação do barco piracicabano que cruzará a costa brasileira é composta de amigos de Limeira ( Alberto e Bia) e Americana (Gú).
Por sinal encontramos aqui velejadores de Cerquilho, Tietê, Bauru, Cafelandia, São Jose do Rio Preto, Sorocaba, Jundiaí , Santo André e São Paulo.
Tudo caiçara fajuto.
Mas, como nem tudo é festa, nosso piloto automático pifou de vez.
Tivemos que correr o Rio ontem a trás de um novo. Mas não como fazer uma viagem destas , sem piloto automático. ( Até Pedro Alvares Cabral já sabia disso, só nos que não).
Gente paro por aqui, agora.
De tarde tem mais.
terça-feira, 15 de julho de 2008

Este é o blog do Dona Rô, criado para registrar e divulgar as peripécias deste veleiro e de sua ilustre tripulação durante o cruzeiro da Costa Leste - 2008.

clique para ampliar
Lá vai o programa preliminar:
SAÍDA: 19/07/2008
CHEGADA: 23/08/2008
RIO DE JANEIRO - RJ
SALVADOR - BA
Distância Data
| Rio - Búzios | 100 milhas | 19/07 |
| Buzios - Vitória | 190 | 27/07 |
| Vitória - Arquipélago dos Abrolhos | 170 | 03/08 |
| Abrolhos - Santo André (calado menor) | 110 | 07/08 |
| ou |
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| Abrolhos - Ilhéus (calado maior) | 220 | 07/08 |
| Santo André - Ilheus | 110 | 10/08 |
| Ilhéus - Camamú | 70 | 13/08 |
| Camamú - Salvador | 70 | 18/08 |
| Regata Aratu - Maragogipe |
| 23/08 |
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