quarta-feira, 23 de julho de 2008

A PARTIDA



A partida do Iate Clube do Rio de Janeiro.

A saída começou a ser preparada às sete horas da noite de sábado.
No cais do Iate4 Clube, as bandeiras do Brasil, do Estado Do Rio, da Marinha e da Costa Leste.
A banda dos fuzileiros navais começou a cerimônia com o Hino Nacional.
Após, varias autoridades discursaram.
Em seguida, os barcos começaram a ser chamados pelo nome da embarcação e dos comandantes, e desfilamos todos
Estávamos todos da tripulação do Dona Ro, na maior ansiedade.
O frio na barriga fazia a gente acabar com os pacotes de batatinha, cebolitos e todos os porcaritos disponíveis no barco.
Quando nos chamaram, sucesso total.
Desfilamos inevitavelmente arrepiados, mas com a maior pose de velejadores experientes.
Como a saída triunfal dos barcos demorou muito mais que o previsto, a ordem foi de motorar, e não velejar, apesar da previsão de lua cheia e tempo bom, o céu estava encoberto.
Barco a caminho de Búzios, Dona Ro foi para a cozinha fazer a janta, resultado uma deliciosa sopa de feijão da Magi que tomamos nas canecas.
Como tudo estava calmo, resolvemos instalar o piloto automático que era novíssimo em função da pane do piloto automático titular.
Aí começou a odisséia: o manual não estava legível e os dois Albertos não sabiam como instalar. Resultado: apertava-se o botão de um lado o piloto ia para o outro.
O pessoal dos veleiros mais próximos percebeu e nos chamou pelo radio quando ao que respondemos q estávamos com problemas com o piloto automático, aí que foi engraçado, pois todas as embarcações começaram a nos chamar e perguntar se precisávamos de ajuda.
De repente a Marinha nos chama pelo radio informando que viria ao Dona Ro fazer uma inspeção, nosso comandante de flotilha, o José Ricardo comandante do Toriba, mandou a maior bronca, dizendo que piloto automático não era item obrigatório para navegação.
No final, tudo deu certo o piloto bem ou mal começou a funcionar.
Tudo calmo, a tripulação jovem do barco, a Bia e o Gu, foi dormir com as galinhas e deixaram os velejadores experientes passarem a noite acordados velejando.
Dona Ro foi dormir na madrugada e deixou o comandante Alberto e o subcomandante Alberto tomarem conta do barco.
Noite calma, amanhecer maravilhoso com Dona Ro já no comando do barco.
De manha, estava Bia e Ro somente no convés quando avistou-se algo grande movimentando-se a uma pequena distancia do barco, qual não foi a surpresa da Bia quando ela percebeu que era uma baleia esguichando água para o alto.avisamos toda a flotilha pelo barco, mas ninguém mais conseguiu ver a baleia.
Passado um tempo, eis que a Bia avista um pingüim nadando tranquilamente perto do barco, em seguida apareceram mais alguns, a gritaria foi geral.
Já estávamos quase chegando em Armação de Búzios, quando o subcomandante Alberto avistou outra baleia, so vimos quando a cauda já estava sumindo.
O tripulante Gu era responsável pelo almoço, que seria o peixe que ele iria pescar. O resultado: Dona Rô teve que fazer lasanha ao molho a bolonhesa ( deu o maior trabalho aquecer o prato pronto).
Navegação cada vez mais tranqüila fomos chegando em Armação de Búzios, já no Domingo dia 21.
Chegamos por volta das 4 horas da tarde e a noite teve um coquetel oferecido pela diretoria do Iate Clube de Armação de Búzios. a caipirinha estava ótima e os salgadinhos estava excelentes, principalmente as bolinhas de queijo e bacalhau, o creme de cebola estava muito bom para a temperatura principalmente porque o tempo estava frio.
Após o coquetel e um macarrão ao sugo como jantar, dormimos feito anjos embalados pela brisa que balançava o barco.
Nestas alturas o tripulante Gu já estava achando que não era boa a idéia de ir embora.
Na segunda-feira Dona Rô e o comandante Alberto ficaram cuidando do barco e o resto da tripulação alugou um bugg e foi passear pelas praias voltando só ao anoitecer.
No final da tarde, todos juntos e o tripulante Gu tinha que deixar o barco e ir embora para trabalhar, lá se foi o quinto tripulante as 19h00 e o Dona Ro ficou somente com quatro tripulantes.
O peixe que o Gu não pescou, foi degustado em um restaurante no centro de Búzios na janta de segunda-feira.
Fomos dormir todos tranqüilos, quando aproximadamente 1h30 da madrugada escutamos alguém batendo no casco do barco e gritando: DONA RO. Ao levantarmos vimos que o Dona Ro já estava quase batendo no Feitiço.
A Bia continuou no maior sono e os Albertos e Dona Ro tiveram que levantar ancora e procurar outro lugar para jogar ferro, achando que so nos que não sabíamos ancorar direito um barco, passaram os três Dona Ro e os Albertos acordando para verificar se o barco continuava ancorado após ter sido colocado duas ancoras.
E a Bia continuava dormindo placidamente.
Na manha do dia 22, terça-feira, quando fomos tomar café no bar do iate clube, descobrimos que tinha sido um caos para todo o pessoal do Costa Leste.
Vários barcos haviam se desgarrado e outros tantos haviam batido uns nos outros, enfim a noite tinha sido de terror para todo mundo.
Ate o Horizonte, que é um tremendo barco de 80 pés, teve problemas. Houve uma das embarcações que por medo de jogar a ancora passou a noite inteira motorando e só teve coragem de ancorar novamente as 8h00 da manhã.
Passamos o dia todo tentando fazer a placa de modem da TIM funcionar, como nós muitos outros também estavam com o mesmo problema. Finalmente, por volta dos 18h00 na loja da TIM, conseguimos alguém que fizesse a placa funcionar.
Enquanto isso no Iate, todo mundo preocupado com a noite que teríamos uma vez que na noite anterior tínhamos tido vento de 48 nós. O pessoal do veleiro Marrano, do veleiro Bora bora e alguns outros veleiro deixaram o barco e foram dormir em pousadas.
A tripulação do Dona Ro, no entanto, nem se abalou e dormiu tranquilamente a noite toda apesar dos roncos do comandante.
Quarta-feira dia 23, dia tranqüilo, esperando pela mudança dos ventos para podermos partir rumo a Vitória.
As 11h00 na reunião dos comandantes com o Comodoro, com a presença do Ricardo Montenegro da Mara e de outros ases da meteorologia, foi acertado que sairíamos na quinta-feira as 20h00, quando o vento deverá estar melhor para velejar.
A tarde tivemos um churrasco no quiosque ao lado do Iate Clube, com muito papo, muita cerveja e muita carne, e todo mundo já com muita vontade de partir.

2 comentários:

Anônimo disse...

Parabens D. Ro, seu blog ficou ótimo!! continue atualizando para todos ficarem sabendo, de Sao Carlos a Hong Kong!

Catia Peres disse...

Relato emocionante, cheio de aventuras.
Continuem contando suas façanhas.
Hoje estivemos reunidos na Matilde e todos mandam desejar boa viagem.