quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Chegando a Abrolhos e Abrolhos enfim
A noite transcorreu tranqüila, dentro das possibilidades.
Troca de turno, mar agitado, motor funcionando, mas nada de aparecer baleia perto de nós.
De manhã, todos já no convés, esperando para divisar ao longe os primeiros sinais de Abrolhos.
De repente, ao longe alguém começou a ver alguns espirros, e depois um salto.
Era a tão esperada baleia.
Mas elas são muito rápidas e não esperam a gente ir pegar a maquina fotográfica.Mesmo assim, quando surgia um espiro ao longe tentávamos fotografar.
Vou colocar as fotos melhores que conseguimos, mas não dá para garantir bom visual.
Tomamos nosso café animados com a perspectiva da chegada e finalmente começamos divisar ao longe os primeiros sinais.
Terra a vista.
A emoção é muita, principalmente para quem quer ver o Farol de Abrolhos, conhecido e procurado por todos os velejadores que viajam de outros continentes para cá.
Ele foi mandado construir por D. Pedro II, com projeto francês e construção também francesa, com escadarias em ferro.
Sua luz segundo dizem pode ser vista a 50 milhas de distancia.
Como estamos chegando por volta do meio dia aos poucos vemos as pedras eos recifes aparentes na superfície e o morro da Ilha de Santa Bárbara.
O arquipélago de Abrolhos é constituído por cinco ilhas: Santa Bárbara, Siriba, Sueste, Redonda e Guarita.
Pelas condições do tempo vamos fundear ( jogar ancoras), em frente a ilha de Santa Barbara, que é zona militar, onde existe uma guarnição da marinha brasileira.
Chamamos a radio Farol de Abrolhos, informamois de nossa chegada e solicitamos autorização para atracar.
Autorização concedida, fazemos uma volta bem devagar com o barco, desfilando em frente a ilha e procurando um bom atracadouro.
Na ilha de Santa Barbara só é permitido descer com autorização especial da marinha, autorização esta que deve ser obtida junto ao comando da marinha, em Salvador. Ssem autorização nada feito.
O CCL- cruzeiro Costa Leste tem esta autorização, mas para amanhã.
Hoje, nem pensar.
Fomos chegando devagar e a emoção de estar ali é imensa.
Águas cristalinas, transparentes, que se os recifes de coral, mesmo sem mergulhar.
As aves volteando os veleiros, normalmente fragatas ou um ou outro Benedito ( andorinha do mar preta).
Os atobás vão e vem buscando comida para seus filhotes.
Fundeamos muito bem abrigados em meio a outros veleiros mais rápidos que haviam chegado antes de nós.
Ficamos perto do BoraBora ( da Dani e do Marcelo) que é o veliro que tem a maior tripulação do Costa Leste. Eles estão em 06 pessoas.
O barco tem 33 pés e o projeto é muito bom, mas caber o Marcelo, a Dani, o Rafael, a Mariza mãe da Dani, o Adriel , a Adriele e o Danilo deve ser barra .
Ao nosso lado joga ancora o Timshell, que é um pouco menor que o Dona Rô.
Já devemos estar nuns 30 veleiros. Falta chegar muita gente, inclusive o Brisa Sul, do Augusto e da Silvia, piracicabanos.
Assim que fundeamos veio um bote inflável com o pessoal do IBAMA, que não é mais do IBAMA e sim do Instituto Chico Mendes de Proteção Ambiental.
A Berna, como a Bernadete é conhecida, sobe a bordo para explicar sobre os passeios nas ilhas e sobre a caminhada na ilha Siriba, seguida dos mergulhos simples em volta da ilha.
Ela conta que já trabalha lá há mais ou menos 20 anos. A equipe que trabalha em Abrolhos atualmente é composta de 03 pessoas.
Cobra-nos R$ 10,00 que é a taxa para visita na ilha Siriba.
Pagamos, e a Berna nos forneceu os devidos recibos e aproveita para informar que são eles também os responsáveis pela venda de camisetas, bonés e lembranças de Abrolhos.
A equipe toda é super simpática, o Felipe, o Fabio e a Berna em especial.
Depois de meia hora de papo já somos todos, velhos amigos.
Vou para o bote deles para tirar fotos.E eless partem para visitar os outros veleiros.
Estamos mortos de cansaço, mas pulamos naquela água maravilhosa para nos refrescarmos. Uma delícia e tanta beleza que alguns minutos depois já nos esquecemos do cansaço.
Enquanto os homens se refestelam, preparo nosso almoço/janta, pois já são quase 04 da tarde.
Quando já está quase pronto, chega o Brisa Sul, com o Daniel como sempre completamente mareado e passando mal.
Daniel é depositado na ilha de Santa Barbara, mesmo sem autorização para descida.
Depois de algum tempo é resgatado e volta já medicado e com um pacote de chá de boldo que a esposa do encarregado pela ilha, lhe havia dado.
Almoçamos juntos, vendo a tarde ir embora e a noite chegar, com um por de sol magnífico.
Lógico que brindamos com vinho, cerveja e refrigerante para os mareados.
Teremos muito trabalho amanhã.
Hoje somente bate papo e bom sono.
Se o mar bateu ninguém percebeu.
ABROLHOS – amanhecer de um novo dia.
O dia 06 de agosto amanhece e nós, já descansados dos dois dias de mar direto, começamos o dia com um bom café da manhã e muita animação.
Enquanto faço limpeza dentro do veleiro, os homens vão fazer os consertos necessários, pois veleiro sempre tem reparos a fazer.
Além dos reparos os homens são responsáveis pela limpeza externa do barco.
Lavar convés, e outros que tais.
Termino a limpeza e vou passear de botinho inflável.
Passo pelo veleiro Makai, do Renato e Da Luciana, que são hiper simpáticos, e eles me chamam e pedem para levar um tripulante deles até a praia.
Eta mineirinho bom de papo. Ele me conta que a viagem rendeu a primeira grande desavença em sua vida de casado, pois a esposa não queria que ele fizesse a viagem. Neste papo chegamos próximos dailha de santa Barbara , que não tem praia para descermos. Tem somente recifes e muito ouriço mar.
Tivemos que fazer um malabarismo para que o carona pudesse descer. Como ele o entende nada de nada, quase me fez virar junto com o bote. No fim tudo deu certo e depois rimos muito do episódio.
Voltando para o Dona Rô, nos preparamos todos para descer na ilha de Santa Bárbara, onde haveria um mega churrasco, junto com o pessoal da marinha, com o pessoal do ICHM, antigo IBAMA.
Como somos uma tripulação de peso, o René ficou na direção do botinho para nos levar aos pucos.
O proimeiro a ir foi o Roberto Azeredo, que levou junto consigo, refrigerantes, cerveja e um galão de água potável.
Tudo sem gelo, pois o nosso gelo já acabou.
Como é difícil de atracar e não dá para andar nos recifes e no meio dos ouriços, sem estar calçado, o Roberto teve que usar seu lindo tênis próprio para isto, mas que ele só está acostumado a desfilar no Broa. Foi difícil de convence – lo que o tênis não é só para fazer pose.
Mas o melhor estava por vir. O tombo que ele Robertão levou .
O galão de água espatifou e toca o René buscar outro.
Por fim toda a tripulação estava na ilha de Santa Barbara e o churras já rolava a todo vapor.
A decepção foi quando quisemos passear pela ilha e o encarregado sargento Batista não permitiu alegando que a autorização havia expirado.
Muita conversa depois, um bom vinho de presente e a solcitação de nosso comodoro Janjão, foi marcada uma visit a ao farol, para as 05 horas da tarde.
Participaram do churras além do pessoal do cruzeiro Costa Leste a tripulação de dois veleiros estrangeiros que estavam ancorados lá . Um deles inglês, com uma família pai, mãe e 03 filhos viajando pelo mundo. O outro, um veleiro Frances, em que viajavam pai uma filha de 08 anos e um filho de 15 anos. Segundo eles, tinham saído da Bretanha e estavam indo para a Argentina visitar a mãe.
A meninada comeu carne até mais não poder, inclusive churrasco de bode que fez o maior sucesso.
Estavam no churrasco os cabos eo sargento que moram em Abrolhos e também suas famílias. Entre as esposas, a Ana Lucia, figura super simpática que convidou um grupo de velejadoras apar conhecer sua casa. Subimos para lá .As casas são ótimas. Tem de tudo e o sistema de captação de água é feito pelas calhas do telhado, uma vez que não há água na ilha. Em baixo das casas existem grandes cisternas, onde fica acumulada a água que NE consumida pelo morador, Somente água de chuva, Em anos de muito pouca chuva a Marinha envia um barco com carregamento de água.
Quando saímos da casa de Ana Lucia, sua filha Laís havia preparado uma caminhada pela ilha, para conhecer a cruz ali colocada como marco e chamada de Ponto Fixo, bem como os atobás em seus ninhos.
Caminhada longa e subindo, mas muito agradável, pouco mais de 05 kms. Valeu a pena. Avista de lá é deslumbrante.
Ao voltarmos o cabo Braga nos esperava para conhecermos o outro lado da ilha e finalmente irmos até o farol.
Estávamos em torno de umas 30 pessoas. O cabo Luis Gonzaga, marido de Ana Lucia ficou encarregado de sair com um grupo e nos dividimos.
Saímos com o cabo Braga, que nos mostrou as moradias dos militares ( 06 casas) e a casa do pessoal do IBAMA. Depois fomos conhecer a capela de Santa Bárbara que foi mandada construir pelas famílias que moraram na ilha . É dedicada a Santa Barbara, protetoira das tempestades.
Enquanto isto, o outro grupo foi ao farol.
Seremos os últimos e veremos o por do sol lá do farol’Dizem que é um espetáculo inesquecível e constatamos que é verdadeiramente. Vale subir os 72 degraus internos do farol.
Mas a maior emoção mesmo foi as 18 horas quando o cabo Braga pediu a mim, Dona Rô, mais as amigas Vera e Zilda, para que acendêssemos a luz do farol e que eu ligasse o botão para fazer os cristais girarem. Emoção total, com muitas lágrimas.
Ficamos um tempão extasiados e depois descemos.
Fomos conhecer as instalações da radio Farol de Abrolhos e finalmente voltamos para a praia.
Já estávamos somente os tripulantes dos veleiros Dona Rô, Piatã e Triumfo II.
Momento de paz e tranqüilidade.
Uma noite de muito bom sono após tantas emoções.
Troca de turno, mar agitado, motor funcionando, mas nada de aparecer baleia perto de nós.
De manhã, todos já no convés, esperando para divisar ao longe os primeiros sinais de Abrolhos.
De repente, ao longe alguém começou a ver alguns espirros, e depois um salto.
Era a tão esperada baleia.
Mas elas são muito rápidas e não esperam a gente ir pegar a maquina fotográfica.Mesmo assim, quando surgia um espiro ao longe tentávamos fotografar.
Vou colocar as fotos melhores que conseguimos, mas não dá para garantir bom visual.
Tomamos nosso café animados com a perspectiva da chegada e finalmente começamos divisar ao longe os primeiros sinais.
Terra a vista.
A emoção é muita, principalmente para quem quer ver o Farol de Abrolhos, conhecido e procurado por todos os velejadores que viajam de outros continentes para cá.
Ele foi mandado construir por D. Pedro II, com projeto francês e construção também francesa, com escadarias em ferro.
Sua luz segundo dizem pode ser vista a 50 milhas de distancia.
Como estamos chegando por volta do meio dia aos poucos vemos as pedras eos recifes aparentes na superfície e o morro da Ilha de Santa Bárbara.
O arquipélago de Abrolhos é constituído por cinco ilhas: Santa Bárbara, Siriba, Sueste, Redonda e Guarita.
Pelas condições do tempo vamos fundear ( jogar ancoras), em frente a ilha de Santa Barbara, que é zona militar, onde existe uma guarnição da marinha brasileira.
Chamamos a radio Farol de Abrolhos, informamois de nossa chegada e solicitamos autorização para atracar.
Autorização concedida, fazemos uma volta bem devagar com o barco, desfilando em frente a ilha e procurando um bom atracadouro.
Na ilha de Santa Barbara só é permitido descer com autorização especial da marinha, autorização esta que deve ser obtida junto ao comando da marinha, em Salvador. Ssem autorização nada feito.
O CCL- cruzeiro Costa Leste tem esta autorização, mas para amanhã.
Hoje, nem pensar.
Fomos chegando devagar e a emoção de estar ali é imensa.
Águas cristalinas, transparentes, que se os recifes de coral, mesmo sem mergulhar.
As aves volteando os veleiros, normalmente fragatas ou um ou outro Benedito ( andorinha do mar preta).
Os atobás vão e vem buscando comida para seus filhotes.
Fundeamos muito bem abrigados em meio a outros veleiros mais rápidos que haviam chegado antes de nós.
Ficamos perto do BoraBora ( da Dani e do Marcelo) que é o veliro que tem a maior tripulação do Costa Leste. Eles estão em 06 pessoas.
O barco tem 33 pés e o projeto é muito bom, mas caber o Marcelo, a Dani, o Rafael, a Mariza mãe da Dani, o Adriel , a Adriele e o Danilo deve ser barra .
Ao nosso lado joga ancora o Timshell, que é um pouco menor que o Dona Rô.
Já devemos estar nuns 30 veleiros. Falta chegar muita gente, inclusive o Brisa Sul, do Augusto e da Silvia, piracicabanos.
Assim que fundeamos veio um bote inflável com o pessoal do IBAMA, que não é mais do IBAMA e sim do Instituto Chico Mendes de Proteção Ambiental.
A Berna, como a Bernadete é conhecida, sobe a bordo para explicar sobre os passeios nas ilhas e sobre a caminhada na ilha Siriba, seguida dos mergulhos simples em volta da ilha.
Ela conta que já trabalha lá há mais ou menos 20 anos. A equipe que trabalha em Abrolhos atualmente é composta de 03 pessoas.
Cobra-nos R$ 10,00 que é a taxa para visita na ilha Siriba.
Pagamos, e a Berna nos forneceu os devidos recibos e aproveita para informar que são eles também os responsáveis pela venda de camisetas, bonés e lembranças de Abrolhos.
A equipe toda é super simpática, o Felipe, o Fabio e a Berna em especial.
Depois de meia hora de papo já somos todos, velhos amigos.
Vou para o bote deles para tirar fotos.E eless partem para visitar os outros veleiros.
Estamos mortos de cansaço, mas pulamos naquela água maravilhosa para nos refrescarmos. Uma delícia e tanta beleza que alguns minutos depois já nos esquecemos do cansaço.
Enquanto os homens se refestelam, preparo nosso almoço/janta, pois já são quase 04 da tarde.
Quando já está quase pronto, chega o Brisa Sul, com o Daniel como sempre completamente mareado e passando mal.
Daniel é depositado na ilha de Santa Barbara, mesmo sem autorização para descida.
Depois de algum tempo é resgatado e volta já medicado e com um pacote de chá de boldo que a esposa do encarregado pela ilha, lhe havia dado.
Almoçamos juntos, vendo a tarde ir embora e a noite chegar, com um por de sol magnífico.
Lógico que brindamos com vinho, cerveja e refrigerante para os mareados.
Teremos muito trabalho amanhã.
Hoje somente bate papo e bom sono.
Se o mar bateu ninguém percebeu.
ABROLHOS – amanhecer de um novo dia.
O dia 06 de agosto amanhece e nós, já descansados dos dois dias de mar direto, começamos o dia com um bom café da manhã e muita animação.
Enquanto faço limpeza dentro do veleiro, os homens vão fazer os consertos necessários, pois veleiro sempre tem reparos a fazer.
Além dos reparos os homens são responsáveis pela limpeza externa do barco.
Lavar convés, e outros que tais.
Termino a limpeza e vou passear de botinho inflável.
Passo pelo veleiro Makai, do Renato e Da Luciana, que são hiper simpáticos, e eles me chamam e pedem para levar um tripulante deles até a praia.
Eta mineirinho bom de papo. Ele me conta que a viagem rendeu a primeira grande desavença em sua vida de casado, pois a esposa não queria que ele fizesse a viagem. Neste papo chegamos próximos dailha de santa Barbara , que não tem praia para descermos. Tem somente recifes e muito ouriço mar.
Tivemos que fazer um malabarismo para que o carona pudesse descer. Como ele o entende nada de nada, quase me fez virar junto com o bote. No fim tudo deu certo e depois rimos muito do episódio.
Voltando para o Dona Rô, nos preparamos todos para descer na ilha de Santa Bárbara, onde haveria um mega churrasco, junto com o pessoal da marinha, com o pessoal do ICHM, antigo IBAMA.
Como somos uma tripulação de peso, o René ficou na direção do botinho para nos levar aos pucos.
O proimeiro a ir foi o Roberto Azeredo, que levou junto consigo, refrigerantes, cerveja e um galão de água potável.
Tudo sem gelo, pois o nosso gelo já acabou.
Como é difícil de atracar e não dá para andar nos recifes e no meio dos ouriços, sem estar calçado, o Roberto teve que usar seu lindo tênis próprio para isto, mas que ele só está acostumado a desfilar no Broa. Foi difícil de convence – lo que o tênis não é só para fazer pose.
Mas o melhor estava por vir. O tombo que ele Robertão levou .
O galão de água espatifou e toca o René buscar outro.
Por fim toda a tripulação estava na ilha de Santa Barbara e o churras já rolava a todo vapor.
A decepção foi quando quisemos passear pela ilha e o encarregado sargento Batista não permitiu alegando que a autorização havia expirado.
Muita conversa depois, um bom vinho de presente e a solcitação de nosso comodoro Janjão, foi marcada uma visit a ao farol, para as 05 horas da tarde.
Participaram do churras além do pessoal do cruzeiro Costa Leste a tripulação de dois veleiros estrangeiros que estavam ancorados lá . Um deles inglês, com uma família pai, mãe e 03 filhos viajando pelo mundo. O outro, um veleiro Frances, em que viajavam pai uma filha de 08 anos e um filho de 15 anos. Segundo eles, tinham saído da Bretanha e estavam indo para a Argentina visitar a mãe.
A meninada comeu carne até mais não poder, inclusive churrasco de bode que fez o maior sucesso.
Estavam no churrasco os cabos eo sargento que moram em Abrolhos e também suas famílias. Entre as esposas, a Ana Lucia, figura super simpática que convidou um grupo de velejadoras apar conhecer sua casa. Subimos para lá .As casas são ótimas. Tem de tudo e o sistema de captação de água é feito pelas calhas do telhado, uma vez que não há água na ilha. Em baixo das casas existem grandes cisternas, onde fica acumulada a água que NE consumida pelo morador, Somente água de chuva, Em anos de muito pouca chuva a Marinha envia um barco com carregamento de água.
Quando saímos da casa de Ana Lucia, sua filha Laís havia preparado uma caminhada pela ilha, para conhecer a cruz ali colocada como marco e chamada de Ponto Fixo, bem como os atobás em seus ninhos.
Caminhada longa e subindo, mas muito agradável, pouco mais de 05 kms. Valeu a pena. Avista de lá é deslumbrante.
Ao voltarmos o cabo Braga nos esperava para conhecermos o outro lado da ilha e finalmente irmos até o farol.
Estávamos em torno de umas 30 pessoas. O cabo Luis Gonzaga, marido de Ana Lucia ficou encarregado de sair com um grupo e nos dividimos.
Saímos com o cabo Braga, que nos mostrou as moradias dos militares ( 06 casas) e a casa do pessoal do IBAMA. Depois fomos conhecer a capela de Santa Bárbara que foi mandada construir pelas famílias que moraram na ilha . É dedicada a Santa Barbara, protetoira das tempestades.
Enquanto isto, o outro grupo foi ao farol.
Seremos os últimos e veremos o por do sol lá do farol’Dizem que é um espetáculo inesquecível e constatamos que é verdadeiramente. Vale subir os 72 degraus internos do farol.
Mas a maior emoção mesmo foi as 18 horas quando o cabo Braga pediu a mim, Dona Rô, mais as amigas Vera e Zilda, para que acendêssemos a luz do farol e que eu ligasse o botão para fazer os cristais girarem. Emoção total, com muitas lágrimas.
Ficamos um tempão extasiados e depois descemos.
Fomos conhecer as instalações da radio Farol de Abrolhos e finalmente voltamos para a praia.
Já estávamos somente os tripulantes dos veleiros Dona Rô, Piatã e Triumfo II.
Momento de paz e tranqüilidade.
Uma noite de muito bom sono após tantas emoções.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
VITORIA/ ABROLHOS - FINALMENTE OS VENTOS CHEGAM
IATE CLUBE DE VITORIA
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
O Iate Clube de Vitória disponibiliza duas vagas no pier para visitantes.
Depois disto pode-se alugar poita por até 10 dias.
A diária cobrada é de R$5,85 por tripulante do veleiro.
Se o veleiro for deixado sem tripulantes, o Iate Clube nada cobra.
Para prazos maiores é permitido ancorar fora da área restrita e permitido contratar marinheiros do clube para darem assistencia ao veleiro, mas, com total isenção do clube com relação a segurança.
Falar com o Geraldo - Gerente Operacional
Marinheiro Angelo, grande pessoa, figura humana admirável, sempre sorridente e solicito.
O visitante pode usar toda a parte social do clube, o restaurante, lanchonete, etc, mas não pode usar a area de lazer, piscinas, quadras.Os vestiários estão a disposição e a sauna também.
Localizado na Praia do Canto, tem de tudo ao redor, principalmente muitas lavanderias. Normalmente as lavanderias entregam roupa lavada e seca em duas horas, se quiser que passe demora um pouco mais( velejador não passa roupa, porque vai amassar e molhar logo logo.
A lavanderia que trabalha para o Iate pega a roupa na portaria e entrega lá também, mas o serviço é mais demorado, geralmente dois dias e as vezes ficamos somente umas 10 horas ancorados.
Este serviço de lavanderia é fundamental para quem viaja.
Para o velejador mais ainda, pois as roupas ficam molhadas cheirando a maresia, cheriando a peixe, pois sempre se pesca algum peixinho e limpar peixe com o veleiro a 07 ou 8 nós, com mar virado,e ondas de 03 metros, deixa sangue escama e tudo mais na roupa.
Assim lavanderia é mais do que importante.
Cabelereiro também.Toda mulherada passa estas informações como rastilho.
Afinal unhas quebardas valem somente em mar alto, na praia tem que estar tudo em ordem, se conseguir.
Atrás do Iate Clube tem vários salões de beleza.
Atravesse a avenida do Iate Clube, e tome os ônibus 211, 212 ou 213, eles levam ao centrão e paseie pelo calçada . O porto de Vitória é exatamente aí.
Dentro da cidade, sem barracões vedando a visão das atracações dos grandes navios. Vista linda. Vale a pena.
Tome o onbus de volta e desça em frente ao Sopping. Ninguém é de ferro. Qual mulher pode ficar sem visitar um shopping?
Se gostar de caminhar, e for durante o dia, vá a pé até o Iate Clube. A noite, se estiver em sozinhos ou em 02 ou 03, é aconselhável tomar ônibus.
Todas as cidades grandes exigem maiores cuidados quanto a segurança.
Mas, se estiver camnhando pelos bairros e for atravessar pela faixa de segurança, pasme! Os carros param para o pedestre.segurança,
"Viajar num veleiro é a maneira mais cara de viajar de terceira classe".
Quem conhece os veleiros que estão em uso em nossa costa brasileira sabe que há grande quantidade de veleiros de 30 a 36 pés.
Os 36 pés já são um pouco mais confortáveis, mas os 30, 31, 32 , 33 e 34 pés , são o que há em matéria de aperto.
Imagine para as mulheres se trocarem , se pentearem, etc... em uma area de aproximadamente0,50X 090, com tudo dentro, vaso sanitário, chuveirinho, pia, armarinho e um micro espelho.
Mas faz parte do jogo adaptar-se e achar bom.
Vai daí que o resto barco é proporcionalmente pequeno também, e como os homens, grandes lobos do mar ocupam um espaço enorme com suas varas de pesca, alicates, caixas de ferramentas e outros que tais, o resultado é catastrófico.
“Em função disto estabeleceu-se uma nova modalidade de concurso: o “Miss Dalmata”“.
MISS DALMATA
O CONCURSO
Quando chegamos em terra firme corremos todos para os vestiários dos Iates Clube, que sempre nos recebem de braços abertos e um bom chuveiro quente.
Então a mulherada acorre com todos os cremes e shampoos e hidratantes e batons e tudo o mais que sempre carregamos pensando que vamos usar.
Aí começa a disputa pelo chuveiro mais quente , pelo que deixa correr maior quantidade de agua.
Enquanto isto o papo rola solto, e as diferenças de idade, de costumes e tudo o mais desaparece.
Começa assim o concurso de missa dalmata.
Sempre alguma de nós tomou um tombo homérico na viagem e começa a contar o ocorrido e mostra os pontos roxos que adquiriu. Aí aparecem as histórias de ser pega pela vara de pesca que está para ser lançada, pelo alicate que ia ser usado para soltar algum cabo que se prendeu, da caixa de ferramentas que caiu no pé, e assim vai....
Contam-se os roxos e finalmente elege-se a missa dalmata.
Que é a quela que mais roxos tem.
Aí a gente procura colocar alguma roupa que cubra a maioria dos roxos e....
vai para os coqueteis todas charmosa.
Sempre que chegamos a algum porto maior temos festas.
Nestas festas, a maior parte delas é festa também para os sócios dos clubes que nos recebem.
Mas, o missa dalmata é só nosso.
Sinto não ter fotos, pois os roxos são em grande parte em regiões impublicáveis, ganhando de dez a zero a região glútea.
OS VENTOS NÃO CHEGAM, NÃO PODEMOS PARTIR, ESTAMOS AFLITOS
Queremos partir, mas o vento que precisamos não chegava, agora o vento sul se aproxima.
ABROLHOS, finalmente.
VIAGEM VITORIA ABROLHOS
Com a chegada dos novos tripulantes Roberto Azeredo e René Dona, nossos amigos da AVP ( Associação de Vela de Piracicaba), começaremos a viagem para Abrolhos.
Quanta expectativa.
Todo mundo só fala nisto.
O coração bate, começa uma movimentação maluca no clube.
Nossas velas se rasgaram com a regata de Soamar, e o Flavio Falcão consertou , trazendo-a de volta as 22horas.
Vamos partir a meia noite.
Temos duas horas para verificar tudo.
Colocamos a vela mestra e ela estava perfeita. Quase nem aparece a quantidade de remendos que necessitou fazer.
O Dona Rô logo logo vai ter que ganhar vela mestra nova.
Mas, vela mestra risada no primeiro riso, cabos verificados, os cabos da genoa prontos para serem soltos caso se use a genoa também, vamos por as roupas de viagem
Como sabemos que vamos ter vento e a madrugada sempre é fria, com possibilidade de chuva, a gente se agasalha e deixa os impermeáveis a mão.
Aviso Geral: vamos partir sem falta e o ventinho vai ser leve, mas suficiente para a saída com grande velejada.
Serão dois dias sem parar, com turnos noturnos de tres horas para cada dupla.
Quem verá primeiro as baleias jubarte que estão na região para ter filhotes ou para acasalar?
Conseguiremos vê-las de perto?
A noite velejar, mas com os motores ligados pois a baleia dorme na superfície e, assustada pode mandar o veleiro para longe com uma rabada.
Saímos tranqüilos, mas, já na virada do Porto de Tubarão, apos passarmos as ilhas Galhetas, percebemos que o vento não era tão leve.
Daí mais uma milha o vento 'ja estava nos 25 a 30 nós.. Loucura total.
O Robertão estava verde. O Rneé louco pra ter velejada total.
Os dois tripulantes recém embarcados com sentimentos antagônicos.
Mas, não levantamos a vela mestra, resolvemos ir somente com a genoa e o motor ligado.
Aí as ondas já estavam com amis ou menos 03 metros de altura e mutio freqüentes, o que causa uma sensa,cão de desconforto muito grande.
O barco bate muito, e a cada subida em uma onda um suspiro dos tripulantes.
Continuou assim a noite toda e fomos trocando de turno e nada de ver baleia.
Pelo amanhecer, juntamo-nos todos no convés e tomamos café.
Neste instante, muito ao longe o René viu o borrifo de uma baleia.
Todos ficamos esperando ver mais baleias, mas nada, só vimos o borrifo.
Colocamos a vara de pesca e preparamos para o currico.
Ventava muito e não estava quente apesar do sol.
Como não se vê a hora passar em um veleiro, pois o tempo todo estamos corrigindo rota, verificando piloto automático, consultando GPS, puxando cabos, soltando cabos, quem pode descansa, enquanto outro trabalha, pois as noites acordadas cansam muitíssimo.
Estavam o Alberto e o Roberto recolhidos para descanso quando o René percebeu que a vara estava dobrada. Peixe pego.
Começou puxar alinha e pluft a carretilha não agüentou, soltou.
Loucura total.
Não queríamos acordar os dois, mas não dava pro René sozinho puxar a linha, arrumar a carretilha e não perder o peixe.
Diminuí a rotação do motor e pensei em cassar a genoa, mas o peixão puxava muito e mesmo com a diminuída repentina, não dava para segurar a carretilha.
Chamei o Alberto que veio ajudar o Roberto.
Cassamos a genoa, ficamos no motor e com velocidade bem reduzida começou a luta para trazer o peixe para o barco.
Tão brusca foi a manobra que o capitão do Toriba que velejava ao nosso lado, uma meia milha talvez, nos chamou no radio para saber se tudo estava bem.
Avisamos do peixão e em seguida vimos a tripulação do Feitiço com o barco quase colado ao nosso para tentar fotografar a façanha. Conseguiram. Mas não nos passaram a foto até agora.
O Ronaldo, capitão do Feitiço, é grande cozinheiro, deve ter ficado animado.
Finalmente o peixão chegou.
Ficamos extasiados. Era lindo e brilhava, com lindas listras reluzentes.
Conseguimos colocar dentro do convés.
E aí?
Robertão, que já estava meio enjoado, foi avisando que não limpava peixe.
Dona Rô e René limparam o bichão.
Mas tristeza, não pude fazer sashimi. Não deu IBOPE.
Ficou uma sujeira danada no convés, mesmo jogando baldes e baldes de água do mar .
Mas finalmente tiramos lindas postas e guardamos no gelo.
A cozinheira estava cansada demais para fazer o peixe.
Ficou para o dia seguinte.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
O Iate Clube de Vitória disponibiliza duas vagas no pier para visitantes.
Depois disto pode-se alugar poita por até 10 dias.
A diária cobrada é de R$5,85 por tripulante do veleiro.
Se o veleiro for deixado sem tripulantes, o Iate Clube nada cobra.
Para prazos maiores é permitido ancorar fora da área restrita e permitido contratar marinheiros do clube para darem assistencia ao veleiro, mas, com total isenção do clube com relação a segurança.
Falar com o Geraldo - Gerente Operacional
Marinheiro Angelo, grande pessoa, figura humana admirável, sempre sorridente e solicito.
O visitante pode usar toda a parte social do clube, o restaurante, lanchonete, etc, mas não pode usar a area de lazer, piscinas, quadras.Os vestiários estão a disposição e a sauna também.
Localizado na Praia do Canto, tem de tudo ao redor, principalmente muitas lavanderias. Normalmente as lavanderias entregam roupa lavada e seca em duas horas, se quiser que passe demora um pouco mais( velejador não passa roupa, porque vai amassar e molhar logo logo.
A lavanderia que trabalha para o Iate pega a roupa na portaria e entrega lá também, mas o serviço é mais demorado, geralmente dois dias e as vezes ficamos somente umas 10 horas ancorados.
Este serviço de lavanderia é fundamental para quem viaja.
Para o velejador mais ainda, pois as roupas ficam molhadas cheirando a maresia, cheriando a peixe, pois sempre se pesca algum peixinho e limpar peixe com o veleiro a 07 ou 8 nós, com mar virado,e ondas de 03 metros, deixa sangue escama e tudo mais na roupa.
Assim lavanderia é mais do que importante.
Cabelereiro também.Toda mulherada passa estas informações como rastilho.
Afinal unhas quebardas valem somente em mar alto, na praia tem que estar tudo em ordem, se conseguir.
Atrás do Iate Clube tem vários salões de beleza.
Atravesse a avenida do Iate Clube, e tome os ônibus 211, 212 ou 213, eles levam ao centrão e paseie pelo calçada . O porto de Vitória é exatamente aí.
Dentro da cidade, sem barracões vedando a visão das atracações dos grandes navios. Vista linda. Vale a pena.
Tome o onbus de volta e desça em frente ao Sopping. Ninguém é de ferro. Qual mulher pode ficar sem visitar um shopping?
Se gostar de caminhar, e for durante o dia, vá a pé até o Iate Clube. A noite, se estiver em sozinhos ou em 02 ou 03, é aconselhável tomar ônibus.
Todas as cidades grandes exigem maiores cuidados quanto a segurança.
Mas, se estiver camnhando pelos bairros e for atravessar pela faixa de segurança, pasme! Os carros param para o pedestre.segurança,
"Viajar num veleiro é a maneira mais cara de viajar de terceira classe".
Quem conhece os veleiros que estão em uso em nossa costa brasileira sabe que há grande quantidade de veleiros de 30 a 36 pés.
Os 36 pés já são um pouco mais confortáveis, mas os 30, 31, 32 , 33 e 34 pés , são o que há em matéria de aperto.
Imagine para as mulheres se trocarem , se pentearem, etc... em uma area de aproximadamente0,50X 090, com tudo dentro, vaso sanitário, chuveirinho, pia, armarinho e um micro espelho.
Mas faz parte do jogo adaptar-se e achar bom.
Vai daí que o resto barco é proporcionalmente pequeno também, e como os homens, grandes lobos do mar ocupam um espaço enorme com suas varas de pesca, alicates, caixas de ferramentas e outros que tais, o resultado é catastrófico.
“Em função disto estabeleceu-se uma nova modalidade de concurso: o “Miss Dalmata”“.
MISS DALMATA
O CONCURSO
Quando chegamos em terra firme corremos todos para os vestiários dos Iates Clube, que sempre nos recebem de braços abertos e um bom chuveiro quente.
Então a mulherada acorre com todos os cremes e shampoos e hidratantes e batons e tudo o mais que sempre carregamos pensando que vamos usar.
Aí começa a disputa pelo chuveiro mais quente , pelo que deixa correr maior quantidade de agua.
Enquanto isto o papo rola solto, e as diferenças de idade, de costumes e tudo o mais desaparece.
Começa assim o concurso de missa dalmata.
Sempre alguma de nós tomou um tombo homérico na viagem e começa a contar o ocorrido e mostra os pontos roxos que adquiriu. Aí aparecem as histórias de ser pega pela vara de pesca que está para ser lançada, pelo alicate que ia ser usado para soltar algum cabo que se prendeu, da caixa de ferramentas que caiu no pé, e assim vai....
Contam-se os roxos e finalmente elege-se a missa dalmata.
Que é a quela que mais roxos tem.
Aí a gente procura colocar alguma roupa que cubra a maioria dos roxos e....
vai para os coqueteis todas charmosa.
Sempre que chegamos a algum porto maior temos festas.
Nestas festas, a maior parte delas é festa também para os sócios dos clubes que nos recebem.
Mas, o missa dalmata é só nosso.
Sinto não ter fotos, pois os roxos são em grande parte em regiões impublicáveis, ganhando de dez a zero a região glútea.
OS VENTOS NÃO CHEGAM, NÃO PODEMOS PARTIR, ESTAMOS AFLITOS
Queremos partir, mas o vento que precisamos não chegava, agora o vento sul se aproxima.
ABROLHOS, finalmente.
VIAGEM VITORIA ABROLHOS
Com a chegada dos novos tripulantes Roberto Azeredo e René Dona, nossos amigos da AVP ( Associação de Vela de Piracicaba), começaremos a viagem para Abrolhos.
Quanta expectativa.
Todo mundo só fala nisto.
O coração bate, começa uma movimentação maluca no clube.
Nossas velas se rasgaram com a regata de Soamar, e o Flavio Falcão consertou , trazendo-a de volta as 22horas.
Vamos partir a meia noite.
Temos duas horas para verificar tudo.
Colocamos a vela mestra e ela estava perfeita. Quase nem aparece a quantidade de remendos que necessitou fazer.
O Dona Rô logo logo vai ter que ganhar vela mestra nova.
Mas, vela mestra risada no primeiro riso, cabos verificados, os cabos da genoa prontos para serem soltos caso se use a genoa também, vamos por as roupas de viagem
Como sabemos que vamos ter vento e a madrugada sempre é fria, com possibilidade de chuva, a gente se agasalha e deixa os impermeáveis a mão.
Aviso Geral: vamos partir sem falta e o ventinho vai ser leve, mas suficiente para a saída com grande velejada.
Serão dois dias sem parar, com turnos noturnos de tres horas para cada dupla.
Quem verá primeiro as baleias jubarte que estão na região para ter filhotes ou para acasalar?
Conseguiremos vê-las de perto?
A noite velejar, mas com os motores ligados pois a baleia dorme na superfície e, assustada pode mandar o veleiro para longe com uma rabada.
Saímos tranqüilos, mas, já na virada do Porto de Tubarão, apos passarmos as ilhas Galhetas, percebemos que o vento não era tão leve.
Daí mais uma milha o vento 'ja estava nos 25 a 30 nós.. Loucura total.
O Robertão estava verde. O Rneé louco pra ter velejada total.
Os dois tripulantes recém embarcados com sentimentos antagônicos.
Mas, não levantamos a vela mestra, resolvemos ir somente com a genoa e o motor ligado.
Aí as ondas já estavam com amis ou menos 03 metros de altura e mutio freqüentes, o que causa uma sensa,cão de desconforto muito grande.
O barco bate muito, e a cada subida em uma onda um suspiro dos tripulantes.
Continuou assim a noite toda e fomos trocando de turno e nada de ver baleia.
Pelo amanhecer, juntamo-nos todos no convés e tomamos café.
Neste instante, muito ao longe o René viu o borrifo de uma baleia.
Todos ficamos esperando ver mais baleias, mas nada, só vimos o borrifo.
Colocamos a vara de pesca e preparamos para o currico.
Ventava muito e não estava quente apesar do sol.
Como não se vê a hora passar em um veleiro, pois o tempo todo estamos corrigindo rota, verificando piloto automático, consultando GPS, puxando cabos, soltando cabos, quem pode descansa, enquanto outro trabalha, pois as noites acordadas cansam muitíssimo.
Estavam o Alberto e o Roberto recolhidos para descanso quando o René percebeu que a vara estava dobrada. Peixe pego.
Começou puxar alinha e pluft a carretilha não agüentou, soltou.
Loucura total.
Não queríamos acordar os dois, mas não dava pro René sozinho puxar a linha, arrumar a carretilha e não perder o peixe.
Diminuí a rotação do motor e pensei em cassar a genoa, mas o peixão puxava muito e mesmo com a diminuída repentina, não dava para segurar a carretilha.
Chamei o Alberto que veio ajudar o Roberto.
Cassamos a genoa, ficamos no motor e com velocidade bem reduzida começou a luta para trazer o peixe para o barco.
Tão brusca foi a manobra que o capitão do Toriba que velejava ao nosso lado, uma meia milha talvez, nos chamou no radio para saber se tudo estava bem.
Avisamos do peixão e em seguida vimos a tripulação do Feitiço com o barco quase colado ao nosso para tentar fotografar a façanha. Conseguiram. Mas não nos passaram a foto até agora.
O Ronaldo, capitão do Feitiço, é grande cozinheiro, deve ter ficado animado.
Finalmente o peixão chegou.
Ficamos extasiados. Era lindo e brilhava, com lindas listras reluzentes.
Conseguimos colocar dentro do convés.
E aí?
Robertão, que já estava meio enjoado, foi avisando que não limpava peixe.
Dona Rô e René limparam o bichão.
Mas tristeza, não pude fazer sashimi. Não deu IBOPE.
Ficou uma sujeira danada no convés, mesmo jogando baldes e baldes de água do mar .
Mas finalmente tiramos lindas postas e guardamos no gelo.
A cozinheira estava cansada demais para fazer o peixe.
Ficou para o dia seguinte.
domingo, 10 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
E DURANTE A SEMANA, ESPERANDO OS BONS VENTOS
SEMANA SEM VENTOS E SEM PARTIDA - PREPARAÇÃO PARA ABROLHOS
Gente cada dia tem mil coisas para fazer.
Assim os dias passam e a gente nem percebe.
Foi uma semana de muito trabalho e muita festa e muuuuuuuuuuuuuuuita comida, assim quem agüenta.
A mulherada aproveita para ir aos shoppings.
As mocinhas vão para os cabelereiros de dia e a noite Pra as baladas que rolam na ciudade e os homens passam o dia trabalhando nos barcos.
Tivemos Jantar dançante na quinta a noite .
Estava ótimo.
Durante o jantar chegou nosso novo tripulante, o Roberto Azeredo.
Animadíssimo, vai ser muito bom, pois teremos marzão pela frente.
Que bom que os amigos estão vindo.
Que pena Que a Carol Potas não vai para Abrolhos com a gente.
Tivemos palestra com o pessoal da Marinha e do Ibama sobre nossa estadia em Abrolhos.
Recebemos instruções de procedimento para nosso encontro com as baleias, com o tubarão limão e com as tartarugas gigantes.
Encontraremos com eles durante a viagem.
Sabem, a baleia dorme a noite boiando na superfície. A gente não as enxerga durante a noite.
Temos que estar atentos e com o motor ligado.
Carol, vamos mergulhar e ver muitos e muitos espécimes.
Bia, cadê você?
Está fazendo falta.
Durante as palestras fiquei pensando em você, que queria tanto ver as baleias de perto.Prometo que vou tentar tirar muitas fotos, mas não será a mesma sensação.
Toda hora a gente lembra dos amigos, que poderiam estar juntos, principalmente quando vamos tomar um chopinho.Aqui em Vitória tem um bares muito bons. A turma da sexta feira iria se dar bem aqui.
As opções são ótimas e os lugares bonitos.
Tem o Triangulo das Bermudas, que é o ponto quente, com lojas muito boas a Nea iria adorar e a Lú e a Katalin enfim todas nós.
Tem a Gloria, no Centro, região que lembra a Zé Paulino e adjacências, cheias de lojas de confecções.
Todo o dia tem reunião para análise dos boletins meteorológicos, dependemos da entrada de frente fria no Rio de Janeiro, para sairmos em direção a Abrolhos, o vento Sul não pode estar muito forte, o Norte não deve estar segurando a entrada do sul e o Leste se bater não se consegue ancorar sem duas ancoras e um peso , senão podemos parar na África sem perceber.
Esperemos mais um pouco, São Pedro vai ajudar.
Gente cada dia tem mil coisas para fazer.
Assim os dias passam e a gente nem percebe.
Foi uma semana de muito trabalho e muita festa e muuuuuuuuuuuuuuuita comida, assim quem agüenta.
A mulherada aproveita para ir aos shoppings.
As mocinhas vão para os cabelereiros de dia e a noite Pra as baladas que rolam na ciudade e os homens passam o dia trabalhando nos barcos.
Tivemos Jantar dançante na quinta a noite .
Estava ótimo.
Durante o jantar chegou nosso novo tripulante, o Roberto Azeredo.
Animadíssimo, vai ser muito bom, pois teremos marzão pela frente.
Que bom que os amigos estão vindo.
Que pena Que a Carol Potas não vai para Abrolhos com a gente.
Tivemos palestra com o pessoal da Marinha e do Ibama sobre nossa estadia em Abrolhos.
Recebemos instruções de procedimento para nosso encontro com as baleias, com o tubarão limão e com as tartarugas gigantes.
Encontraremos com eles durante a viagem.
Sabem, a baleia dorme a noite boiando na superfície. A gente não as enxerga durante a noite.
Temos que estar atentos e com o motor ligado.
Carol, vamos mergulhar e ver muitos e muitos espécimes.
Bia, cadê você?
Está fazendo falta.
Durante as palestras fiquei pensando em você, que queria tanto ver as baleias de perto.Prometo que vou tentar tirar muitas fotos, mas não será a mesma sensação.
Toda hora a gente lembra dos amigos, que poderiam estar juntos, principalmente quando vamos tomar um chopinho.Aqui em Vitória tem um bares muito bons. A turma da sexta feira iria se dar bem aqui.
As opções são ótimas e os lugares bonitos.
Tem o Triangulo das Bermudas, que é o ponto quente, com lojas muito boas a Nea iria adorar e a Lú e a Katalin enfim todas nós.
Tem a Gloria, no Centro, região que lembra a Zé Paulino e adjacências, cheias de lojas de confecções.
Todo o dia tem reunião para análise dos boletins meteorológicos, dependemos da entrada de frente fria no Rio de Janeiro, para sairmos em direção a Abrolhos, o vento Sul não pode estar muito forte, o Norte não deve estar segurando a entrada do sul e o Leste se bater não se consegue ancorar sem duas ancoras e um peso , senão podemos parar na África sem perceber.
Esperemos mais um pouco, São Pedro vai ajudar.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
CIDADE
Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em tí fechada e eu apenas vejo
Os muros e as paredes e não vejo
Nem o crescer do mar nem o mudar das luas.
Saber que tomas em tí a minha vida,
E que arrastas pela sombra das pardes
A minha alma que fora prometida
ãs ondas brancas e as florestas verdes.
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em tí fechada e eu apenas vejo
Os muros e as paredes e não vejo
Nem o crescer do mar nem o mudar das luas.
Saber que tomas em tí a minha vida,
E que arrastas pela sombra das pardes
A minha alma que fora prometida
ãs ondas brancas e as florestas verdes.
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poesia de Sofia de Mello Breyner Andresen
ENTRE CHAMPANHEIRA E QUIOSQUE DA CONCEIÇÃO A SEMANA TRANSCORRE TRANQUILA
DOMINGO - DESPEDIDA DA TRIPULAÇÃO
No sábado fomos todos dormir amparados pelo cansaço?
Não sei, talvez até tenha sido um pouco.
Mas, acredito que o principal era a tristeza, pois nossa tripulação estava indo embora.
A partida da Bia e do Alberto deixou um vazio não somente por termos ficado somente em dois, Beto e eu para conhecer Abrolhos e Santo André, mas principalmente pela perda de dois companheirões de viagem e ótimos velejadores.
A Bia quando não está com sono bate muito barbado experiente.
Partiram logo cedo e qual não foi nossa surpresa quando estando no convés tomando nosso café, Alberto liga de .... Guarulhos.
Durante o dia todo quem quer que nos encontrássemos a pergunta era a mesma : cadê a Bia, cadê o Alberto?
Nossa tripulação deixou saudades na turma da Costa Leste 2008.
O dia transcorreu tranqüilo, somente tivemos de soltar a vela mestra, abaixar , tirar e enrolar pára mandar para o conserto.
Quando estávamos baixando a mestra e dobrando, descobrimos que havia mais algum rasguinho começando a aparecer.
Que bom que estamos em um Iate Clube e assim temos quem faça estes serviços, senão já viu teria que consertar a mão mesmo.
Tivemos reunião no final da tarde, pois vários barcos tinham problemas eficamos sabendo que não haveria condição propícia para largarmos antes de sexta ou sábado próximos.
Sono tranqüilo para alguns preocupações para outros amanhã é outro dia.
E
Tenho de encontrar uma champanhe ira.
A seguir a triste história de uma champanheira que vivia a bordo.
Confesso que não abro mão de algumas coisas neste nosso veleiro.
Um delas e a primeira é minha mini adega.
Sempre mantenho nela algumas garrafas de vinho, uns mais para o dia a dia , outros para ocasiões especiais tais como os peixes que o Carlos (Tuia) pesca quando está velejando conosco.
Tenho taças de vinho também..
Mas bem escondidas para não quebrarem.
Porém como ninguém é de ferro nos finais da tarde vendo o mar e o céu, gosto de um champagne ou espumante geladinho.
E comprei uma champanheira de acrílico.
Só que minha querida champanheira, logo no início da viagem já foi confundida com cestinho de lixo e a partir daí, várias vezes foi degradada, perdendo sua augusta condição de nos acalentar com borbulhas geladas.
Não é que nesta travessia ela tanto bateu de um lado para outro que quebrou.
O pior de tudo é que ela também funcionava como medidora de banho.
A bordo a quantidade máxima de água quente que cada membro da tripulação recebia era meia champanheira de água quente.
Agora vão receber meia caneca e olhe lá.
SEGUNDA FEIRA
O dia transcorreu tranqüilo.
O Fabio veio buscar a vela para consertar.
Começamos a pensar na ida para Abrolhos.
Como vamos encontrar baleias e elas dormem boiando na superfície do mar , teremos que manter o motor funcionando mesmo que estejamos velejando.
A razão é que com o barulho do motor elas acordam e assim evita-se um acidente muitas vezes pode ser fatal.
Assim como nosso tanque de combustível não é muito grande, temos que comprar mais duas bombonas para colocar diesel.
Passamos dia atrás disto e não encontramos nada pela redondeza.
A noite fomos para um show de jazz no Canto da Jurema.
Como é perto da praia do Canto, onde estamos fundeados fomos pé.
A Silvia que achou o programa pela internet.
Fomos Beto, eu, Silvia, Augusto e Daniel.
O show foi no quiosque da Conceição.
QUIOSQUE DA CONCEIÇÃO
Conceição é dona de um quiosque na praia Canto da Jurema.
O show de jazz que rola por lá é ótimo.
Ambiente legal, cervejinha gelada, música de primeiríssima acontece toda segunda feira.
Na terça tem show de reggae, na quarta tem pagode e na quinta tem MPB, sexta, sábado e domingo a gente não sabe o que tem.
Vale a pena conferir.
Mas o melhor aconteceu na hora que a gente foi escolher o que comer.
Pedimos um prato e Conceição disse que não ia fazer pois era pequeno e não dava para todos comerem. Teria que pedir mais dois e assim iria ser muito caro.
Aconselhou outro prato que somente um serviria para todos ( é legal para três pessoas).
Enquanto isto pedi pimenta para colocar na moqueca, aí começou o enrosco.
A Conceição trouxe a pimenta e viu que eu ia experimentar.Pulou e segurou minha mão, com uma agilidade absurda e não me deixou experimentar.
Contou que era uma pimenta fortíssima que ela mesma preparava, com pimentas vindas da casa da mãe dela , lá em Minas gerais, ciadezinha perto de Teófilo Otoni, que era triturada com alho e zaeite e sem seguida deixada curtir.
Como continuei querendo experimentar, Conceição entrou em pânico e se viu na contingência de nos contar que a pimenta era altamente despachante.
Bem, neste ínterim a moqueca ficou pronta e Conceição foi buscá-la para nós.
Quando vimos a cumbuca, parecia miniatura e todo mundo olhou para a Conceição.
“Ao que ela nem se abalou: eu disse que dava para todo mundo porque não precisa comer muito “. Em seguida acrescentou: Eu sou franca, não gosto de enrolar.
Neste ponto já estávamos quase rolando de rir, mas quando fui colocar a pimenta, de novo Conceição quase me impediu e mandou colocar só uma gotinha e foi mais longe, contou que um amigo tinha comido a tal pimenta e quando foi para casa, de moto, não conseguiu chegar.
Rimos tanto que chorávamos e a coitada desesperada. Saiu e foi verificar se banheiro estava em ordem.
Aí então, acabou não dava mais para parar de rir.
O resultado: nenhum. Todo mundo experimentou a tal da pimenta e ninguém passou mal.
Conceição virou amigona e no fim da noite já chamava todos nos pelo nome, como velhos amigos.
Ainda vai ter o melhor quiosque do Nordeste, pois é muito simpática. Estamos fazendo propaganda para toda Costa Leste.
.
No sábado fomos todos dormir amparados pelo cansaço?
Não sei, talvez até tenha sido um pouco.
Mas, acredito que o principal era a tristeza, pois nossa tripulação estava indo embora.
A partida da Bia e do Alberto deixou um vazio não somente por termos ficado somente em dois, Beto e eu para conhecer Abrolhos e Santo André, mas principalmente pela perda de dois companheirões de viagem e ótimos velejadores.
A Bia quando não está com sono bate muito barbado experiente.
Partiram logo cedo e qual não foi nossa surpresa quando estando no convés tomando nosso café, Alberto liga de .... Guarulhos.
Durante o dia todo quem quer que nos encontrássemos a pergunta era a mesma : cadê a Bia, cadê o Alberto?
Nossa tripulação deixou saudades na turma da Costa Leste 2008.
O dia transcorreu tranqüilo, somente tivemos de soltar a vela mestra, abaixar , tirar e enrolar pára mandar para o conserto.
Quando estávamos baixando a mestra e dobrando, descobrimos que havia mais algum rasguinho começando a aparecer.
Que bom que estamos em um Iate Clube e assim temos quem faça estes serviços, senão já viu teria que consertar a mão mesmo.
Tivemos reunião no final da tarde, pois vários barcos tinham problemas eficamos sabendo que não haveria condição propícia para largarmos antes de sexta ou sábado próximos.
Sono tranqüilo para alguns preocupações para outros amanhã é outro dia.
E
Tenho de encontrar uma champanhe ira.
A seguir a triste história de uma champanheira que vivia a bordo.
Confesso que não abro mão de algumas coisas neste nosso veleiro.
Um delas e a primeira é minha mini adega.
Sempre mantenho nela algumas garrafas de vinho, uns mais para o dia a dia , outros para ocasiões especiais tais como os peixes que o Carlos (Tuia) pesca quando está velejando conosco.
Tenho taças de vinho também..
Mas bem escondidas para não quebrarem.
Porém como ninguém é de ferro nos finais da tarde vendo o mar e o céu, gosto de um champagne ou espumante geladinho.
E comprei uma champanheira de acrílico.
Só que minha querida champanheira, logo no início da viagem já foi confundida com cestinho de lixo e a partir daí, várias vezes foi degradada, perdendo sua augusta condição de nos acalentar com borbulhas geladas.
Não é que nesta travessia ela tanto bateu de um lado para outro que quebrou.
O pior de tudo é que ela também funcionava como medidora de banho.
A bordo a quantidade máxima de água quente que cada membro da tripulação recebia era meia champanheira de água quente.
Agora vão receber meia caneca e olhe lá.
SEGUNDA FEIRA
O dia transcorreu tranqüilo.
O Fabio veio buscar a vela para consertar.
Começamos a pensar na ida para Abrolhos.
Como vamos encontrar baleias e elas dormem boiando na superfície do mar , teremos que manter o motor funcionando mesmo que estejamos velejando.
A razão é que com o barulho do motor elas acordam e assim evita-se um acidente muitas vezes pode ser fatal.
Assim como nosso tanque de combustível não é muito grande, temos que comprar mais duas bombonas para colocar diesel.
Passamos dia atrás disto e não encontramos nada pela redondeza.
A noite fomos para um show de jazz no Canto da Jurema.
Como é perto da praia do Canto, onde estamos fundeados fomos pé.
A Silvia que achou o programa pela internet.
Fomos Beto, eu, Silvia, Augusto e Daniel.
O show foi no quiosque da Conceição.
QUIOSQUE DA CONCEIÇÃO
Conceição é dona de um quiosque na praia Canto da Jurema.
O show de jazz que rola por lá é ótimo.
Ambiente legal, cervejinha gelada, música de primeiríssima acontece toda segunda feira.
Na terça tem show de reggae, na quarta tem pagode e na quinta tem MPB, sexta, sábado e domingo a gente não sabe o que tem.
Vale a pena conferir.
Mas o melhor aconteceu na hora que a gente foi escolher o que comer.
Pedimos um prato e Conceição disse que não ia fazer pois era pequeno e não dava para todos comerem. Teria que pedir mais dois e assim iria ser muito caro.
Aconselhou outro prato que somente um serviria para todos ( é legal para três pessoas).
Enquanto isto pedi pimenta para colocar na moqueca, aí começou o enrosco.
A Conceição trouxe a pimenta e viu que eu ia experimentar.Pulou e segurou minha mão, com uma agilidade absurda e não me deixou experimentar.
Contou que era uma pimenta fortíssima que ela mesma preparava, com pimentas vindas da casa da mãe dela , lá em Minas gerais, ciadezinha perto de Teófilo Otoni, que era triturada com alho e zaeite e sem seguida deixada curtir.
Como continuei querendo experimentar, Conceição entrou em pânico e se viu na contingência de nos contar que a pimenta era altamente despachante.
Bem, neste ínterim a moqueca ficou pronta e Conceição foi buscá-la para nós.
Quando vimos a cumbuca, parecia miniatura e todo mundo olhou para a Conceição.
“Ao que ela nem se abalou: eu disse que dava para todo mundo porque não precisa comer muito “. Em seguida acrescentou: Eu sou franca, não gosto de enrolar.
Neste ponto já estávamos quase rolando de rir, mas quando fui colocar a pimenta, de novo Conceição quase me impediu e mandou colocar só uma gotinha e foi mais longe, contou que um amigo tinha comido a tal pimenta e quando foi para casa, de moto, não conseguiu chegar.
Rimos tanto que chorávamos e a coitada desesperada. Saiu e foi verificar se banheiro estava em ordem.
Aí então, acabou não dava mais para parar de rir.
O resultado: nenhum. Todo mundo experimentou a tal da pimenta e ninguém passou mal.
Conceição virou amigona e no fim da noite já chamava todos nos pelo nome, como velhos amigos.
Ainda vai ter o melhor quiosque do Nordeste, pois é muito simpática. Estamos fazendo propaganda para toda Costa Leste.
.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Depois do banho e do barco limpo: Vitória à noite
Vitoria, sabado anoite.
Nós todos da tripulação, Alberto, Rô, Alberto Silva e Bia, com o cansaço da viagem, a única coisa que vimoa da noite em Vi'toria, foram as estrelas do céu.
No decorrer do dia varios veleiros foram chegando.
Como ficamos fora da piscina do Iate Clube poucos fundearam perto de nós.
Estão ao nosso lado o Red Boy, o El Arca e o Garua.
Noite calma e tranquila, boa para descanso.
Nós todos da tripulação, Alberto, Rô, Alberto Silva e Bia, com o cansaço da viagem, a única coisa que vimoa da noite em Vi'toria, foram as estrelas do céu.
No decorrer do dia varios veleiros foram chegando.
Como ficamos fora da piscina do Iate Clube poucos fundearam perto de nós.
Estão ao nosso lado o Red Boy, o El Arca e o Garua.
Noite calma e tranquila, boa para descanso.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
DE BUZIOS A VITORIA
Saída do Iate Clube de Armação de Búzios, passando pelo Cabo de São Tomé, em direção a Vitória, no Iate Clube do Espírito Santo.
O céu estava nublado, o vento em torno dos 10 nós e as ondas em freqüência de 10 segundos. O frio já estava começando a incomodar.
Partimos com a vela mestra rizada, no primeiro rizo, e o vento vindo de proa. Com o passar das horas cada vez mais diminuía o tempo entre as ondas, chegando a sete segundos, e a altura esperada de 2 a 2,5metros, aumentou para 3 metros a três metros e meio, o que fazia nosso barco corcovear mais que cavalo de rodeio.
Ficamos Beto e Rô, no turno da meia noite as três da manhã.
Nossa vela mestra rasgou durante uma batida mais forte do vento. Temos que ir somente no motor.
As sete já estávamos todos juntos de novo no convés.
E passando o famigerado Cabo de São Tomé, com o coração pulando. Seria o grande feito passar pelo cabo sem problemas..
E NÓS PASSAMOS.
Ainda bem.
Ao amanhecer vimos alguns pingüins nadando perto do barco.
De Manhã cruzamos com um pesqueiro que estava se preparando para jogar uns vinte ou trinta quilômetros de rede..
Demos alerta geral, uma vez que é um perigo enroscar na quilha dos veleiros.
Mas, umas quatro ou cinco horas depois, o Brisa Sul ( do Augusto e da Silvia), deram chamada no radio, informando estar sendo seguidos pelo barco de pesca, que não atendia pelo rádio e e fazia sinais para o veleiro parar.
Provavelmente os pescadores não devem ter gostado de ter tantos veleiros passando por cima das redes de pesca.Depois de algum tempo, desistiu e voltou a pesca.
Anoitecer do segundo dia, e nós preparados (?????) para a segunda noite molhada e gelada.O interessante que a tripulação continuava animada e integrada, como se nada fosse.
O comandante Alberto, já mais tranqüilo conseguiu tirar uma boa soneca na madrugada.
No amanhecer nos aproximamos do porto de Vitória.
Havia um paredão de grandes navios fundeados aguardando para atracar, e nós tínhamos que passar por eles com o veleiro, que mais parecia uma pulga no meio de uma manada de elefantes.
Mas o comandante Alberto e o tripulante ( sub comandante) Alberto, souberam muito bem vencer a parada, no meio do mar revolto.
Entramos a boreste do canal dos navios pelo porto de Tubarão e passamos pela região das lajes , virando tudo a boreste. Ficamos com a proa na direção do Iate Clube.
Manobra perfeita. Respiramos fundo e pedimos entrada no Iate Clube do Espírito Santo, que imediatamente nos forneceu as coordenadas de chegada e local de parada.
Pegamos uma poita num lugar maravilhoso.
Donde estamos vemos a cidade de Vitória, com suas avenidas largas, muitas arvores, um lindo parque e uma lanchonete do Bob’s e um Spaghetto.
De volta a civilização, tudo o que estamos querendo no momento é um bom banho quente, lavar os cabelos, passar um bom creme e descansar..
O céu estava nublado, o vento em torno dos 10 nós e as ondas em freqüência de 10 segundos. O frio já estava começando a incomodar.
Partimos com a vela mestra rizada, no primeiro rizo, e o vento vindo de proa. Com o passar das horas cada vez mais diminuía o tempo entre as ondas, chegando a sete segundos, e a altura esperada de 2 a 2,5metros, aumentou para 3 metros a três metros e meio, o que fazia nosso barco corcovear mais que cavalo de rodeio.
Ficamos Beto e Rô, no turno da meia noite as três da manhã.
Nossa vela mestra rasgou durante uma batida mais forte do vento. Temos que ir somente no motor.
As sete já estávamos todos juntos de novo no convés.
E passando o famigerado Cabo de São Tomé, com o coração pulando. Seria o grande feito passar pelo cabo sem problemas..
E NÓS PASSAMOS.
Ainda bem.
Ao amanhecer vimos alguns pingüins nadando perto do barco.
De Manhã cruzamos com um pesqueiro que estava se preparando para jogar uns vinte ou trinta quilômetros de rede..
Demos alerta geral, uma vez que é um perigo enroscar na quilha dos veleiros.
Mas, umas quatro ou cinco horas depois, o Brisa Sul ( do Augusto e da Silvia), deram chamada no radio, informando estar sendo seguidos pelo barco de pesca, que não atendia pelo rádio e e fazia sinais para o veleiro parar.
Provavelmente os pescadores não devem ter gostado de ter tantos veleiros passando por cima das redes de pesca.Depois de algum tempo, desistiu e voltou a pesca.
Anoitecer do segundo dia, e nós preparados (?????) para a segunda noite molhada e gelada.O interessante que a tripulação continuava animada e integrada, como se nada fosse.
O comandante Alberto, já mais tranqüilo conseguiu tirar uma boa soneca na madrugada.
No amanhecer nos aproximamos do porto de Vitória.
Havia um paredão de grandes navios fundeados aguardando para atracar, e nós tínhamos que passar por eles com o veleiro, que mais parecia uma pulga no meio de uma manada de elefantes.
Mas o comandante Alberto e o tripulante ( sub comandante) Alberto, souberam muito bem vencer a parada, no meio do mar revolto.
Entramos a boreste do canal dos navios pelo porto de Tubarão e passamos pela região das lajes , virando tudo a boreste. Ficamos com a proa na direção do Iate Clube.
Manobra perfeita. Respiramos fundo e pedimos entrada no Iate Clube do Espírito Santo, que imediatamente nos forneceu as coordenadas de chegada e local de parada.
Pegamos uma poita num lugar maravilhoso.
Donde estamos vemos a cidade de Vitória, com suas avenidas largas, muitas arvores, um lindo parque e uma lanchonete do Bob’s e um Spaghetto.
De volta a civilização, tudo o que estamos querendo no momento é um bom banho quente, lavar os cabelos, passar um bom creme e descansar..
quinta-feira, 24 de julho de 2008
FICHA TÉCNICA DOS IATE CLUBES DO RIO DE JANEIRO E ARMAÇÃO DE BÚZIOS
Iate Clube do Rio de Janeiro:
O Iate Clube do Rio de Janeiro cobra uma diária de 90 reais para barcos não sócios. Existe a carência de 3 dias sem cobrar. Ao chegar no iate clube o primeiro a desembarcar deve ser o comandante do barco portando todos os documentos originais de todos os tripulantes, somente após este procedimento é autorizada a descida dos que estão no barco. O aviso de chegada deve ser dado pelo canal 68, solicitando autorização para entrada no iate clube, eles enviam um barco de apoio que indica o local que você devera apoitar.
O canal 68 atende também a marina da Glória.
O iate clube mantém um barco auxiliar para levar e trazer as pessoas embarcadas para a terra que são os “cocorocas”.
Ele fica localizado na Urca, localização privilegiada e fácil acesso de entrada para veleiros.
Na porta do iate clube existe um excelente serviço de táxi com os motoristas credenciados no iate clube.
Iate Clube de Armação de Búzios (ICAB):
Possui 68 poitas autorizadas pela marinha. Serviço excelente e pessoal atencioso.
A diária custa 50 reais sem nenhum dia de carência.
O aviso de chegada deve ser dado pelo canal 68 também, solicitando autorização para entrada no iate clube.
O barco de apoio não é eficiente na presença de muitas embarcações.
O Iate Clube está localizado próximo a cidade, na praia dos ossos. É pequeno, porém completo.
ÚLTIMO DIA EM BÚZIOS
Quinta-feira, 24/07/08.
O dia amanheceu nublado e calmo. A dona Ro preparou um café da manhã completo a bordo.
Após o café começou a maratona de arrumação e preparação para partida, que estava marcada para a noite de quinta-feira. O barco foi abastecido com água e recebeu uma bela limpeza e arrumação feita pela Ro e a lavagem externa foi feita pelos homens.
A tarde fomos almoçar em um restaurante próximo ao iate clube e degustamos frutos do mar.
A Ro providenciou os porcaritos para a partida e mais outros itens comestíveis para a sobrivivência saudável a bordo.
Após a reunião de comandantes que aconteceu as 17h00, o comandante da nossa flotilha decidiu sair as 22h00.
Ficamos batendo um papo no barzinho do iate clube.
20h40: já estamos embarcados fazendo os últimos ajustes para a partida e a esposa de Seu Ro está preparando uma sopa para a tripulação.
Iate Clube do Rio de Janeiro:
O Iate Clube do Rio de Janeiro cobra uma diária de 90 reais para barcos não sócios. Existe a carência de 3 dias sem cobrar. Ao chegar no iate clube o primeiro a desembarcar deve ser o comandante do barco portando todos os documentos originais de todos os tripulantes, somente após este procedimento é autorizada a descida dos que estão no barco. O aviso de chegada deve ser dado pelo canal 68, solicitando autorização para entrada no iate clube, eles enviam um barco de apoio que indica o local que você devera apoitar.
O canal 68 atende também a marina da Glória.
O iate clube mantém um barco auxiliar para levar e trazer as pessoas embarcadas para a terra que são os “cocorocas”.
Ele fica localizado na Urca, localização privilegiada e fácil acesso de entrada para veleiros.
Na porta do iate clube existe um excelente serviço de táxi com os motoristas credenciados no iate clube.
Iate Clube de Armação de Búzios (ICAB):
Possui 68 poitas autorizadas pela marinha. Serviço excelente e pessoal atencioso.
A diária custa 50 reais sem nenhum dia de carência.
O aviso de chegada deve ser dado pelo canal 68 também, solicitando autorização para entrada no iate clube.
O barco de apoio não é eficiente na presença de muitas embarcações.
O Iate Clube está localizado próximo a cidade, na praia dos ossos. É pequeno, porém completo.
ÚLTIMO DIA EM BÚZIOS
Quinta-feira, 24/07/08.
O dia amanheceu nublado e calmo. A dona Ro preparou um café da manhã completo a bordo.
Após o café começou a maratona de arrumação e preparação para partida, que estava marcada para a noite de quinta-feira. O barco foi abastecido com água e recebeu uma bela limpeza e arrumação feita pela Ro e a lavagem externa foi feita pelos homens.
A tarde fomos almoçar em um restaurante próximo ao iate clube e degustamos frutos do mar.
A Ro providenciou os porcaritos para a partida e mais outros itens comestíveis para a sobrivivência saudável a bordo.
Após a reunião de comandantes que aconteceu as 17h00, o comandante da nossa flotilha decidiu sair as 22h00.
Ficamos batendo um papo no barzinho do iate clube.
20h40: já estamos embarcados fazendo os últimos ajustes para a partida e a esposa de Seu Ro está preparando uma sopa para a tripulação.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
A PARTIDA
A partida do Iate Clube do Rio de Janeiro.
A saída começou a ser preparada às sete horas da noite de sábado.
No cais do Iate4 Clube, as bandeiras do Brasil, do Estado Do Rio, da Marinha e da Costa Leste.
A banda dos fuzileiros navais começou a cerimônia com o Hino Nacional.
Após, varias autoridades discursaram.
Em seguida, os barcos começaram a ser chamados pelo nome da embarcação e dos comandantes, e desfilamos todos
Estávamos todos da tripulação do Dona Ro, na maior ansiedade.
O frio na barriga fazia a gente acabar com os pacotes de batatinha, cebolitos e todos os porcaritos disponíveis no barco.
Quando nos chamaram, sucesso total.
Desfilamos inevitavelmente arrepiados, mas com a maior pose de velejadores experientes.
Como a saída triunfal dos barcos demorou muito mais que o previsto, a ordem foi de motorar, e não velejar, apesar da previsão de lua cheia e tempo bom, o céu estava encoberto.
Barco a caminho de Búzios, Dona Ro foi para a cozinha fazer a janta, resultado uma deliciosa sopa de feijão da Magi que tomamos nas canecas.
Como tudo estava calmo, resolvemos instalar o piloto automático que era novíssimo em função da pane do piloto automático titular.
Aí começou a odisséia: o manual não estava legível e os dois Albertos não sabiam como instalar. Resultado: apertava-se o botão de um lado o piloto ia para o outro.
O pessoal dos veleiros mais próximos percebeu e nos chamou pelo radio quando ao que respondemos q estávamos com problemas com o piloto automático, aí que foi engraçado, pois todas as embarcações começaram a nos chamar e perguntar se precisávamos de ajuda.
De repente a Marinha nos chama pelo radio informando que viria ao Dona Ro fazer uma inspeção, nosso comandante de flotilha, o José Ricardo comandante do Toriba, mandou a maior bronca, dizendo que piloto automático não era item obrigatório para navegação.
No final, tudo deu certo o piloto bem ou mal começou a funcionar.
Tudo calmo, a tripulação jovem do barco, a Bia e o Gu, foi dormir com as galinhas e deixaram os velejadores experientes passarem a noite acordados velejando.
Dona Ro foi dormir na madrugada e deixou o comandante Alberto e o subcomandante Alberto tomarem conta do barco.
Noite calma, amanhecer maravilhoso com Dona Ro já no comando do barco.
De manha, estava Bia e Ro somente no convés quando avistou-se algo grande movimentando-se a uma pequena distancia do barco, qual não foi a surpresa da Bia quando ela percebeu que era uma baleia esguichando água para o alto.avisamos toda a flotilha pelo barco, mas ninguém mais conseguiu ver a baleia.
Passado um tempo, eis que a Bia avista um pingüim nadando tranquilamente perto do barco, em seguida apareceram mais alguns, a gritaria foi geral.
Já estávamos quase chegando em Armação de Búzios, quando o subcomandante Alberto avistou outra baleia, so vimos quando a cauda já estava sumindo.
O tripulante Gu era responsável pelo almoço, que seria o peixe que ele iria pescar. O resultado: Dona Rô teve que fazer lasanha ao molho a bolonhesa ( deu o maior trabalho aquecer o prato pronto).
Navegação cada vez mais tranqüila fomos chegando em Armação de Búzios, já no Domingo dia 21.
Chegamos por volta das 4 horas da tarde e a noite teve um coquetel oferecido pela diretoria do Iate Clube de Armação de Búzios. a caipirinha estava ótima e os salgadinhos estava excelentes, principalmente as bolinhas de queijo e bacalhau, o creme de cebola estava muito bom para a temperatura principalmente porque o tempo estava frio.
Após o coquetel e um macarrão ao sugo como jantar, dormimos feito anjos embalados pela brisa que balançava o barco.
Nestas alturas o tripulante Gu já estava achando que não era boa a idéia de ir embora.
Na segunda-feira Dona Rô e o comandante Alberto ficaram cuidando do barco e o resto da tripulação alugou um bugg e foi passear pelas praias voltando só ao anoitecer.
No final da tarde, todos juntos e o tripulante Gu tinha que deixar o barco e ir embora para trabalhar, lá se foi o quinto tripulante as 19h00 e o Dona Ro ficou somente com quatro tripulantes.
O peixe que o Gu não pescou, foi degustado em um restaurante no centro de Búzios na janta de segunda-feira.
Fomos dormir todos tranqüilos, quando aproximadamente 1h30 da madrugada escutamos alguém batendo no casco do barco e gritando: DONA RO. Ao levantarmos vimos que o Dona Ro já estava quase batendo no Feitiço.
A Bia continuou no maior sono e os Albertos e Dona Ro tiveram que levantar ancora e procurar outro lugar para jogar ferro, achando que so nos que não sabíamos ancorar direito um barco, passaram os três Dona Ro e os Albertos acordando para verificar se o barco continuava ancorado após ter sido colocado duas ancoras.
E a Bia continuava dormindo placidamente.
Na manha do dia 22, terça-feira, quando fomos tomar café no bar do iate clube, descobrimos que tinha sido um caos para todo o pessoal do Costa Leste.
Vários barcos haviam se desgarrado e outros tantos haviam batido uns nos outros, enfim a noite tinha sido de terror para todo mundo.
Ate o Horizonte, que é um tremendo barco de 80 pés, teve problemas. Houve uma das embarcações que por medo de jogar a ancora passou a noite inteira motorando e só teve coragem de ancorar novamente as 8h00 da manhã.
Passamos o dia todo tentando fazer a placa de modem da TIM funcionar, como nós muitos outros também estavam com o mesmo problema. Finalmente, por volta dos 18h00 na loja da TIM, conseguimos alguém que fizesse a placa funcionar.
Enquanto isso no Iate, todo mundo preocupado com a noite que teríamos uma vez que na noite anterior tínhamos tido vento de 48 nós. O pessoal do veleiro Marrano, do veleiro Bora bora e alguns outros veleiro deixaram o barco e foram dormir em pousadas.
A tripulação do Dona Ro, no entanto, nem se abalou e dormiu tranquilamente a noite toda apesar dos roncos do comandante.
Quarta-feira dia 23, dia tranqüilo, esperando pela mudança dos ventos para podermos partir rumo a Vitória.
As 11h00 na reunião dos comandantes com o Comodoro, com a presença do Ricardo Montenegro da Mara e de outros ases da meteorologia, foi acertado que sairíamos na quinta-feira as 20h00, quando o vento deverá estar melhor para velejar.
A tarde tivemos um churrasco no quiosque ao lado do Iate Clube, com muito papo, muita cerveja e muita carne, e todo mundo já com muita vontade de partir.
A partida do Iate Clube do Rio de Janeiro.
A saída começou a ser preparada às sete horas da noite de sábado.
No cais do Iate4 Clube, as bandeiras do Brasil, do Estado Do Rio, da Marinha e da Costa Leste.
A banda dos fuzileiros navais começou a cerimônia com o Hino Nacional.
Após, varias autoridades discursaram.
Em seguida, os barcos começaram a ser chamados pelo nome da embarcação e dos comandantes, e desfilamos todos
Estávamos todos da tripulação do Dona Ro, na maior ansiedade.
O frio na barriga fazia a gente acabar com os pacotes de batatinha, cebolitos e todos os porcaritos disponíveis no barco.
Quando nos chamaram, sucesso total.
Desfilamos inevitavelmente arrepiados, mas com a maior pose de velejadores experientes.
Como a saída triunfal dos barcos demorou muito mais que o previsto, a ordem foi de motorar, e não velejar, apesar da previsão de lua cheia e tempo bom, o céu estava encoberto.
Barco a caminho de Búzios, Dona Ro foi para a cozinha fazer a janta, resultado uma deliciosa sopa de feijão da Magi que tomamos nas canecas.
Como tudo estava calmo, resolvemos instalar o piloto automático que era novíssimo em função da pane do piloto automático titular.
Aí começou a odisséia: o manual não estava legível e os dois Albertos não sabiam como instalar. Resultado: apertava-se o botão de um lado o piloto ia para o outro.
O pessoal dos veleiros mais próximos percebeu e nos chamou pelo radio quando ao que respondemos q estávamos com problemas com o piloto automático, aí que foi engraçado, pois todas as embarcações começaram a nos chamar e perguntar se precisávamos de ajuda.
De repente a Marinha nos chama pelo radio informando que viria ao Dona Ro fazer uma inspeção, nosso comandante de flotilha, o José Ricardo comandante do Toriba, mandou a maior bronca, dizendo que piloto automático não era item obrigatório para navegação.
No final, tudo deu certo o piloto bem ou mal começou a funcionar.
Tudo calmo, a tripulação jovem do barco, a Bia e o Gu, foi dormir com as galinhas e deixaram os velejadores experientes passarem a noite acordados velejando.
Dona Ro foi dormir na madrugada e deixou o comandante Alberto e o subcomandante Alberto tomarem conta do barco.
Noite calma, amanhecer maravilhoso com Dona Ro já no comando do barco.
De manha, estava Bia e Ro somente no convés quando avistou-se algo grande movimentando-se a uma pequena distancia do barco, qual não foi a surpresa da Bia quando ela percebeu que era uma baleia esguichando água para o alto.avisamos toda a flotilha pelo barco, mas ninguém mais conseguiu ver a baleia.
Passado um tempo, eis que a Bia avista um pingüim nadando tranquilamente perto do barco, em seguida apareceram mais alguns, a gritaria foi geral.
Já estávamos quase chegando em Armação de Búzios, quando o subcomandante Alberto avistou outra baleia, so vimos quando a cauda já estava sumindo.
O tripulante Gu era responsável pelo almoço, que seria o peixe que ele iria pescar. O resultado: Dona Rô teve que fazer lasanha ao molho a bolonhesa ( deu o maior trabalho aquecer o prato pronto).
Navegação cada vez mais tranqüila fomos chegando em Armação de Búzios, já no Domingo dia 21.
Chegamos por volta das 4 horas da tarde e a noite teve um coquetel oferecido pela diretoria do Iate Clube de Armação de Búzios. a caipirinha estava ótima e os salgadinhos estava excelentes, principalmente as bolinhas de queijo e bacalhau, o creme de cebola estava muito bom para a temperatura principalmente porque o tempo estava frio.
Após o coquetel e um macarrão ao sugo como jantar, dormimos feito anjos embalados pela brisa que balançava o barco.
Nestas alturas o tripulante Gu já estava achando que não era boa a idéia de ir embora.
Na segunda-feira Dona Rô e o comandante Alberto ficaram cuidando do barco e o resto da tripulação alugou um bugg e foi passear pelas praias voltando só ao anoitecer.
No final da tarde, todos juntos e o tripulante Gu tinha que deixar o barco e ir embora para trabalhar, lá se foi o quinto tripulante as 19h00 e o Dona Ro ficou somente com quatro tripulantes.
O peixe que o Gu não pescou, foi degustado em um restaurante no centro de Búzios na janta de segunda-feira.
Fomos dormir todos tranqüilos, quando aproximadamente 1h30 da madrugada escutamos alguém batendo no casco do barco e gritando: DONA RO. Ao levantarmos vimos que o Dona Ro já estava quase batendo no Feitiço.
A Bia continuou no maior sono e os Albertos e Dona Ro tiveram que levantar ancora e procurar outro lugar para jogar ferro, achando que so nos que não sabíamos ancorar direito um barco, passaram os três Dona Ro e os Albertos acordando para verificar se o barco continuava ancorado após ter sido colocado duas ancoras.
E a Bia continuava dormindo placidamente.
Na manha do dia 22, terça-feira, quando fomos tomar café no bar do iate clube, descobrimos que tinha sido um caos para todo o pessoal do Costa Leste.
Vários barcos haviam se desgarrado e outros tantos haviam batido uns nos outros, enfim a noite tinha sido de terror para todo mundo.
Ate o Horizonte, que é um tremendo barco de 80 pés, teve problemas. Houve uma das embarcações que por medo de jogar a ancora passou a noite inteira motorando e só teve coragem de ancorar novamente as 8h00 da manhã.
Passamos o dia todo tentando fazer a placa de modem da TIM funcionar, como nós muitos outros também estavam com o mesmo problema. Finalmente, por volta dos 18h00 na loja da TIM, conseguimos alguém que fizesse a placa funcionar.
Enquanto isso no Iate, todo mundo preocupado com a noite que teríamos uma vez que na noite anterior tínhamos tido vento de 48 nós. O pessoal do veleiro Marrano, do veleiro Bora bora e alguns outros veleiro deixaram o barco e foram dormir em pousadas.
A tripulação do Dona Ro, no entanto, nem se abalou e dormiu tranquilamente a noite toda apesar dos roncos do comandante.
Quarta-feira dia 23, dia tranqüilo, esperando pela mudança dos ventos para podermos partir rumo a Vitória.
As 11h00 na reunião dos comandantes com o Comodoro, com a presença do Ricardo Montenegro da Mara e de outros ases da meteorologia, foi acertado que sairíamos na quinta-feira as 20h00, quando o vento deverá estar melhor para velejar.
A tarde tivemos um churrasco no quiosque ao lado do Iate Clube, com muito papo, muita cerveja e muita carne, e todo mundo já com muita vontade de partir.
sábado, 19 de julho de 2008
JANTAR NO PINK FLEET
Como começar um diário de bordo, principalmente quando ainda não estamos a bordo.
A maneira que encontrei foi a mais fácil.
Começo por onde começou esta historia de velejar.
Havia um menino que adorava fabricar barquinhos de papel e depois vê-los sumir nas enxurradas das tempestades de verão.
Seu pensamento viajava junto com todos aqueles barquinhos na distante Ijuí, bem longe do mar, perto das Missões, lá nos confins do Rio Grande.
O menino cresceu continuou a fabricar coisas e a viajar em pensamentos , já sem os barquinhos de papel.Mas, finalmente, depois de 01 esposa e tres filhos criados , eis que é comprado um Velamar 32 .
Compramos o barco e ganhamos amigos. O Alípio e a Gil, que nos venderam o barco,para comprar outro maior, viraram amigos queridos.
Passeamos por Parati, por Angra, pela Ilha Grande e porque não realizar o grande sonho de infancia? Velejar pela costa brasileira.
Ideia na cabeça, começamos a ouvir falar do cruzeiro costa leste.
Vamos ou não vamos entrar nesta aventura? Resposta: aqui estamos.
Nada como começar bem acompanhados.
Vamos fazer a viagem com mais 50 veleiros .
Feras da navegação estão aqui, e, o melhor dando força para a gente que está apenas começando.
Melhor ainda: o povo todo é super festeiro. Comemora-se tudo: o vento, a falta de vento, o barco, o barco velho, tudo é comemorado e sempre regado a cerveja, agua, vinho e termos até casais de velejadores instrumentistas e cantores.
Ontem a noite, conhecemos o Pink Fleet, que é um lindo barco restaurante, que faz passeios pela Baia da Guanabara. Com capacidade para 450 pessoas, super bem equipado, pessoal atencioso e prestativo.
Os preços das bebidas é que são meio salgados. O vinho mais barato ( que em supermercado está na faixA dos R$20,00) , na carta de vinhos está por R$ 70,00.
Mas a marguerita que eles fazem é otima. Depois no jantar acompanhei com agua que é sempre acessível e hidrata.
Jantar muito bom, bem feito e saboroso.
Mas, hoje é que será o must.
Vamos partir.
Sairemos às 20:30 horas, sob a batuta da Banda da Marinha Brasileira, com todos os spots da rede Globo, da ESPN e da TV Bandeirantes, com a transmissão via internet pela radio Eldorado.
NNão é muito , para quem fazia barquinhos no interiorzão do Rio Grande?
Vamos lá, acompanhar o capitão.
A tripulação que parte hoje no Dona Rô:
capitão Alberto
imediatos: Rô e Alberto(Limeira)
tripulação jovem: a Beatriz (Bia) e o Gustavo (GÜ).
Primeira tripulação do barco piracicabano que cruzará a costa brasileira é composta de amigos de Limeira ( Alberto e Bia) e Americana (Gú).
Por sinal encontramos aqui velejadores de Cerquilho, Tietê, Bauru, Cafelandia, São Jose do Rio Preto, Sorocaba, Jundiaí , Santo André e São Paulo.
Tudo caiçara fajuto.
Mas, como nem tudo é festa, nosso piloto automático pifou de vez.
Tivemos que correr o Rio ontem a trás de um novo. Mas não como fazer uma viagem destas , sem piloto automático. ( Até Pedro Alvares Cabral já sabia disso, só nos que não).
Gente paro por aqui, agora.
De tarde tem mais.
A maneira que encontrei foi a mais fácil.
Começo por onde começou esta historia de velejar.
Havia um menino que adorava fabricar barquinhos de papel e depois vê-los sumir nas enxurradas das tempestades de verão.
Seu pensamento viajava junto com todos aqueles barquinhos na distante Ijuí, bem longe do mar, perto das Missões, lá nos confins do Rio Grande.
O menino cresceu continuou a fabricar coisas e a viajar em pensamentos , já sem os barquinhos de papel.Mas, finalmente, depois de 01 esposa e tres filhos criados , eis que é comprado um Velamar 32 .
Compramos o barco e ganhamos amigos. O Alípio e a Gil, que nos venderam o barco,para comprar outro maior, viraram amigos queridos.
Passeamos por Parati, por Angra, pela Ilha Grande e porque não realizar o grande sonho de infancia? Velejar pela costa brasileira.
Ideia na cabeça, começamos a ouvir falar do cruzeiro costa leste.
Vamos ou não vamos entrar nesta aventura? Resposta: aqui estamos.
Nada como começar bem acompanhados.
Vamos fazer a viagem com mais 50 veleiros .
Feras da navegação estão aqui, e, o melhor dando força para a gente que está apenas começando.
Melhor ainda: o povo todo é super festeiro. Comemora-se tudo: o vento, a falta de vento, o barco, o barco velho, tudo é comemorado e sempre regado a cerveja, agua, vinho e termos até casais de velejadores instrumentistas e cantores.
Ontem a noite, conhecemos o Pink Fleet, que é um lindo barco restaurante, que faz passeios pela Baia da Guanabara. Com capacidade para 450 pessoas, super bem equipado, pessoal atencioso e prestativo.
Os preços das bebidas é que são meio salgados. O vinho mais barato ( que em supermercado está na faixA dos R$20,00) , na carta de vinhos está por R$ 70,00.
Mas a marguerita que eles fazem é otima. Depois no jantar acompanhei com agua que é sempre acessível e hidrata.
Jantar muito bom, bem feito e saboroso.
Mas, hoje é que será o must.
Vamos partir.
Sairemos às 20:30 horas, sob a batuta da Banda da Marinha Brasileira, com todos os spots da rede Globo, da ESPN e da TV Bandeirantes, com a transmissão via internet pela radio Eldorado.
NNão é muito , para quem fazia barquinhos no interiorzão do Rio Grande?
Vamos lá, acompanhar o capitão.
A tripulação que parte hoje no Dona Rô:
capitão Alberto
imediatos: Rô e Alberto(Limeira)
tripulação jovem: a Beatriz (Bia) e o Gustavo (GÜ).
Primeira tripulação do barco piracicabano que cruzará a costa brasileira é composta de amigos de Limeira ( Alberto e Bia) e Americana (Gú).
Por sinal encontramos aqui velejadores de Cerquilho, Tietê, Bauru, Cafelandia, São Jose do Rio Preto, Sorocaba, Jundiaí , Santo André e São Paulo.
Tudo caiçara fajuto.
Mas, como nem tudo é festa, nosso piloto automático pifou de vez.
Tivemos que correr o Rio ontem a trás de um novo. Mas não como fazer uma viagem destas , sem piloto automático. ( Até Pedro Alvares Cabral já sabia disso, só nos que não).
Gente paro por aqui, agora.
De tarde tem mais.
terça-feira, 15 de julho de 2008

Este é o blog do Dona Rô, criado para registrar e divulgar as peripécias deste veleiro e de sua ilustre tripulação durante o cruzeiro da Costa Leste - 2008.

clique para ampliar
Lá vai o programa preliminar:
SAÍDA: 19/07/2008
CHEGADA: 23/08/2008
RIO DE JANEIRO - RJ
SALVADOR - BA
Distância Data
| Rio - Búzios | 100 milhas | 19/07 |
| Buzios - Vitória | 190 | 27/07 |
| Vitória - Arquipélago dos Abrolhos | 170 | 03/08 |
| Abrolhos - Santo André (calado menor) | 110 | 07/08 |
| ou |
|
|
| Abrolhos - Ilhéus (calado maior) | 220 | 07/08 |
| Santo André - Ilheus | 110 | 10/08 |
| Ilhéus - Camamú | 70 | 13/08 |
| Camamú - Salvador | 70 | 18/08 |
| Regata Aratu - Maragogipe |
| 23/08 |
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