segunda-feira, 28 de julho de 2008

DE BUZIOS A VITORIA

Saída do Iate Clube de Armação de Búzios, passando pelo Cabo de São Tomé, em direção a Vitória, no Iate Clube do Espírito Santo.
O céu estava nublado, o vento em torno dos 10 nós e as ondas em freqüência de 10 segundos. O frio já estava começando a incomodar.
Partimos com a vela mestra rizada, no primeiro rizo, e o vento vindo de proa. Com o passar das horas cada vez mais diminuía o tempo entre as ondas, chegando a sete segundos, e a altura esperada de 2 a 2,5metros, aumentou para 3 metros a três metros e meio, o que fazia nosso barco corcovear mais que cavalo de rodeio.
Ficamos Beto e Rô, no turno da meia noite as três da manhã.
Nossa vela mestra rasgou durante uma batida mais forte do vento. Temos que ir somente no motor.
As sete já estávamos todos juntos de novo no convés.
E passando o famigerado Cabo de São Tomé, com o coração pulando. Seria o grande feito passar pelo cabo sem problemas..
E NÓS PASSAMOS.
Ainda bem.
Ao amanhecer vimos alguns pingüins nadando perto do barco.
De Manhã cruzamos com um pesqueiro que estava se preparando para jogar uns vinte ou trinta quilômetros de rede..
Demos alerta geral, uma vez que é um perigo enroscar na quilha dos veleiros.
Mas, umas quatro ou cinco horas depois, o Brisa Sul ( do Augusto e da Silvia), deram chamada no radio, informando estar sendo seguidos pelo barco de pesca, que não atendia pelo rádio e e fazia sinais para o veleiro parar.
Provavelmente os pescadores não devem ter gostado de ter tantos veleiros passando por cima das redes de pesca.Depois de algum tempo, desistiu e voltou a pesca.
Anoitecer do segundo dia, e nós preparados (?????) para a segunda noite molhada e gelada.O interessante que a tripulação continuava animada e integrada, como se nada fosse.
O comandante Alberto, já mais tranqüilo conseguiu tirar uma boa soneca na madrugada.
No amanhecer nos aproximamos do porto de Vitória.
Havia um paredão de grandes navios fundeados aguardando para atracar, e nós tínhamos que passar por eles com o veleiro, que mais parecia uma pulga no meio de uma manada de elefantes.
Mas o comandante Alberto e o tripulante ( sub comandante) Alberto, souberam muito bem vencer a parada, no meio do mar revolto.

Entramos a boreste do canal dos navios pelo porto de Tubarão e passamos pela região das lajes , virando tudo a boreste. Ficamos com a proa na direção do Iate Clube.
Manobra perfeita. Respiramos fundo e pedimos entrada no Iate Clube do Espírito Santo, que imediatamente nos forneceu as coordenadas de chegada e local de parada.
Pegamos uma poita num lugar maravilhoso.
Donde estamos vemos a cidade de Vitória, com suas avenidas largas, muitas arvores, um lindo parque e uma lanchonete do Bob’s e um Spaghetto.
De volta a civilização, tudo o que estamos querendo no momento é um bom banho quente, lavar os cabelos, passar um bom creme e descansar..

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