IATE CLUBE DE VITORIA
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
O Iate Clube de Vitória disponibiliza duas vagas no pier para visitantes.
Depois disto pode-se alugar poita por até 10 dias.
A diária cobrada é de R$5,85 por tripulante do veleiro.
Se o veleiro for deixado sem tripulantes, o Iate Clube nada cobra.
Para prazos maiores é permitido ancorar fora da área restrita e permitido contratar marinheiros do clube para darem assistencia ao veleiro, mas, com total isenção do clube com relação a segurança.
Falar com o Geraldo - Gerente Operacional
Marinheiro Angelo, grande pessoa, figura humana admirável, sempre sorridente e solicito.
O visitante pode usar toda a parte social do clube, o restaurante, lanchonete, etc, mas não pode usar a area de lazer, piscinas, quadras.Os vestiários estão a disposição e a sauna também.
Localizado na Praia do Canto, tem de tudo ao redor, principalmente muitas lavanderias. Normalmente as lavanderias entregam roupa lavada e seca em duas horas, se quiser que passe demora um pouco mais( velejador não passa roupa, porque vai amassar e molhar logo logo.
A lavanderia que trabalha para o Iate pega a roupa na portaria e entrega lá também, mas o serviço é mais demorado, geralmente dois dias e as vezes ficamos somente umas 10 horas ancorados.
Este serviço de lavanderia é fundamental para quem viaja.
Para o velejador mais ainda, pois as roupas ficam molhadas cheirando a maresia, cheriando a peixe, pois sempre se pesca algum peixinho e limpar peixe com o veleiro a 07 ou 8 nós, com mar virado,e ondas de 03 metros, deixa sangue escama e tudo mais na roupa.
Assim lavanderia é mais do que importante.
Cabelereiro também.Toda mulherada passa estas informações como rastilho.
Afinal unhas quebardas valem somente em mar alto, na praia tem que estar tudo em ordem, se conseguir.
Atrás do Iate Clube tem vários salões de beleza.
Atravesse a avenida do Iate Clube, e tome os ônibus 211, 212 ou 213, eles levam ao centrão e paseie pelo calçada . O porto de Vitória é exatamente aí.
Dentro da cidade, sem barracões vedando a visão das atracações dos grandes navios. Vista linda. Vale a pena.
Tome o onbus de volta e desça em frente ao Sopping. Ninguém é de ferro. Qual mulher pode ficar sem visitar um shopping?
Se gostar de caminhar, e for durante o dia, vá a pé até o Iate Clube. A noite, se estiver em sozinhos ou em 02 ou 03, é aconselhável tomar ônibus.
Todas as cidades grandes exigem maiores cuidados quanto a segurança.
Mas, se estiver camnhando pelos bairros e for atravessar pela faixa de segurança, pasme! Os carros param para o pedestre.segurança,
"Viajar num veleiro é a maneira mais cara de viajar de terceira classe".
Quem conhece os veleiros que estão em uso em nossa costa brasileira sabe que há grande quantidade de veleiros de 30 a 36 pés.
Os 36 pés já são um pouco mais confortáveis, mas os 30, 31, 32 , 33 e 34 pés , são o que há em matéria de aperto.
Imagine para as mulheres se trocarem , se pentearem, etc... em uma area de aproximadamente0,50X 090, com tudo dentro, vaso sanitário, chuveirinho, pia, armarinho e um micro espelho.
Mas faz parte do jogo adaptar-se e achar bom.
Vai daí que o resto barco é proporcionalmente pequeno também, e como os homens, grandes lobos do mar ocupam um espaço enorme com suas varas de pesca, alicates, caixas de ferramentas e outros que tais, o resultado é catastrófico.
“Em função disto estabeleceu-se uma nova modalidade de concurso: o “Miss Dalmata”“.
MISS DALMATA
O CONCURSO
Quando chegamos em terra firme corremos todos para os vestiários dos Iates Clube, que sempre nos recebem de braços abertos e um bom chuveiro quente.
Então a mulherada acorre com todos os cremes e shampoos e hidratantes e batons e tudo o mais que sempre carregamos pensando que vamos usar.
Aí começa a disputa pelo chuveiro mais quente , pelo que deixa correr maior quantidade de agua.
Enquanto isto o papo rola solto, e as diferenças de idade, de costumes e tudo o mais desaparece.
Começa assim o concurso de missa dalmata.
Sempre alguma de nós tomou um tombo homérico na viagem e começa a contar o ocorrido e mostra os pontos roxos que adquiriu. Aí aparecem as histórias de ser pega pela vara de pesca que está para ser lançada, pelo alicate que ia ser usado para soltar algum cabo que se prendeu, da caixa de ferramentas que caiu no pé, e assim vai....
Contam-se os roxos e finalmente elege-se a missa dalmata.
Que é a quela que mais roxos tem.
Aí a gente procura colocar alguma roupa que cubra a maioria dos roxos e....
vai para os coqueteis todas charmosa.
Sempre que chegamos a algum porto maior temos festas.
Nestas festas, a maior parte delas é festa também para os sócios dos clubes que nos recebem.
Mas, o missa dalmata é só nosso.
Sinto não ter fotos, pois os roxos são em grande parte em regiões impublicáveis, ganhando de dez a zero a região glútea.
OS VENTOS NÃO CHEGAM, NÃO PODEMOS PARTIR, ESTAMOS AFLITOS
Queremos partir, mas o vento que precisamos não chegava, agora o vento sul se aproxima.
ABROLHOS, finalmente.
VIAGEM VITORIA ABROLHOS
Com a chegada dos novos tripulantes Roberto Azeredo e René Dona, nossos amigos da AVP ( Associação de Vela de Piracicaba), começaremos a viagem para Abrolhos.
Quanta expectativa.
Todo mundo só fala nisto.
O coração bate, começa uma movimentação maluca no clube.
Nossas velas se rasgaram com a regata de Soamar, e o Flavio Falcão consertou , trazendo-a de volta as 22horas.
Vamos partir a meia noite.
Temos duas horas para verificar tudo.
Colocamos a vela mestra e ela estava perfeita. Quase nem aparece a quantidade de remendos que necessitou fazer.
O Dona Rô logo logo vai ter que ganhar vela mestra nova.
Mas, vela mestra risada no primeiro riso, cabos verificados, os cabos da genoa prontos para serem soltos caso se use a genoa também, vamos por as roupas de viagem
Como sabemos que vamos ter vento e a madrugada sempre é fria, com possibilidade de chuva, a gente se agasalha e deixa os impermeáveis a mão.
Aviso Geral: vamos partir sem falta e o ventinho vai ser leve, mas suficiente para a saída com grande velejada.
Serão dois dias sem parar, com turnos noturnos de tres horas para cada dupla.
Quem verá primeiro as baleias jubarte que estão na região para ter filhotes ou para acasalar?
Conseguiremos vê-las de perto?
A noite velejar, mas com os motores ligados pois a baleia dorme na superfície e, assustada pode mandar o veleiro para longe com uma rabada.
Saímos tranqüilos, mas, já na virada do Porto de Tubarão, apos passarmos as ilhas Galhetas, percebemos que o vento não era tão leve.
Daí mais uma milha o vento 'ja estava nos 25 a 30 nós.. Loucura total.
O Robertão estava verde. O Rneé louco pra ter velejada total.
Os dois tripulantes recém embarcados com sentimentos antagônicos.
Mas, não levantamos a vela mestra, resolvemos ir somente com a genoa e o motor ligado.
Aí as ondas já estavam com amis ou menos 03 metros de altura e mutio freqüentes, o que causa uma sensa,cão de desconforto muito grande.
O barco bate muito, e a cada subida em uma onda um suspiro dos tripulantes.
Continuou assim a noite toda e fomos trocando de turno e nada de ver baleia.
Pelo amanhecer, juntamo-nos todos no convés e tomamos café.
Neste instante, muito ao longe o René viu o borrifo de uma baleia.
Todos ficamos esperando ver mais baleias, mas nada, só vimos o borrifo.
Colocamos a vara de pesca e preparamos para o currico.
Ventava muito e não estava quente apesar do sol.
Como não se vê a hora passar em um veleiro, pois o tempo todo estamos corrigindo rota, verificando piloto automático, consultando GPS, puxando cabos, soltando cabos, quem pode descansa, enquanto outro trabalha, pois as noites acordadas cansam muitíssimo.
Estavam o Alberto e o Roberto recolhidos para descanso quando o René percebeu que a vara estava dobrada. Peixe pego.
Começou puxar alinha e pluft a carretilha não agüentou, soltou.
Loucura total.
Não queríamos acordar os dois, mas não dava pro René sozinho puxar a linha, arrumar a carretilha e não perder o peixe.
Diminuí a rotação do motor e pensei em cassar a genoa, mas o peixão puxava muito e mesmo com a diminuída repentina, não dava para segurar a carretilha.
Chamei o Alberto que veio ajudar o Roberto.
Cassamos a genoa, ficamos no motor e com velocidade bem reduzida começou a luta para trazer o peixe para o barco.
Tão brusca foi a manobra que o capitão do Toriba que velejava ao nosso lado, uma meia milha talvez, nos chamou no radio para saber se tudo estava bem.
Avisamos do peixão e em seguida vimos a tripulação do Feitiço com o barco quase colado ao nosso para tentar fotografar a façanha. Conseguiram. Mas não nos passaram a foto até agora.
O Ronaldo, capitão do Feitiço, é grande cozinheiro, deve ter ficado animado.
Finalmente o peixão chegou.
Ficamos extasiados. Era lindo e brilhava, com lindas listras reluzentes.
Conseguimos colocar dentro do convés.
E aí?
Robertão, que já estava meio enjoado, foi avisando que não limpava peixe.
Dona Rô e René limparam o bichão.
Mas tristeza, não pude fazer sashimi. Não deu IBOPE.
Ficou uma sujeira danada no convés, mesmo jogando baldes e baldes de água do mar .
Mas finalmente tiramos lindas postas e guardamos no gelo.
A cozinheira estava cansada demais para fazer o peixe.
Ficou para o dia seguinte.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
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