DOMINGO - DESPEDIDA DA TRIPULAÇÃO
No sábado fomos todos dormir amparados pelo cansaço?
Não sei, talvez até tenha sido um pouco.
Mas, acredito que o principal era a tristeza, pois nossa tripulação estava indo embora.
A partida da Bia e do Alberto deixou um vazio não somente por termos ficado somente em dois, Beto e eu para conhecer Abrolhos e Santo André, mas principalmente pela perda de dois companheirões de viagem e ótimos velejadores.
A Bia quando não está com sono bate muito barbado experiente.
Partiram logo cedo e qual não foi nossa surpresa quando estando no convés tomando nosso café, Alberto liga de .... Guarulhos.
Durante o dia todo quem quer que nos encontrássemos a pergunta era a mesma : cadê a Bia, cadê o Alberto?
Nossa tripulação deixou saudades na turma da Costa Leste 2008.
O dia transcorreu tranqüilo, somente tivemos de soltar a vela mestra, abaixar , tirar e enrolar pára mandar para o conserto.
Quando estávamos baixando a mestra e dobrando, descobrimos que havia mais algum rasguinho começando a aparecer.
Que bom que estamos em um Iate Clube e assim temos quem faça estes serviços, senão já viu teria que consertar a mão mesmo.
Tivemos reunião no final da tarde, pois vários barcos tinham problemas eficamos sabendo que não haveria condição propícia para largarmos antes de sexta ou sábado próximos.
Sono tranqüilo para alguns preocupações para outros amanhã é outro dia.
E
Tenho de encontrar uma champanhe ira.
A seguir a triste história de uma champanheira que vivia a bordo.
Confesso que não abro mão de algumas coisas neste nosso veleiro.
Um delas e a primeira é minha mini adega.
Sempre mantenho nela algumas garrafas de vinho, uns mais para o dia a dia , outros para ocasiões especiais tais como os peixes que o Carlos (Tuia) pesca quando está velejando conosco.
Tenho taças de vinho também..
Mas bem escondidas para não quebrarem.
Porém como ninguém é de ferro nos finais da tarde vendo o mar e o céu, gosto de um champagne ou espumante geladinho.
E comprei uma champanheira de acrílico.
Só que minha querida champanheira, logo no início da viagem já foi confundida com cestinho de lixo e a partir daí, várias vezes foi degradada, perdendo sua augusta condição de nos acalentar com borbulhas geladas.
Não é que nesta travessia ela tanto bateu de um lado para outro que quebrou.
O pior de tudo é que ela também funcionava como medidora de banho.
A bordo a quantidade máxima de água quente que cada membro da tripulação recebia era meia champanheira de água quente.
Agora vão receber meia caneca e olhe lá.
SEGUNDA FEIRA
O dia transcorreu tranqüilo.
O Fabio veio buscar a vela para consertar.
Começamos a pensar na ida para Abrolhos.
Como vamos encontrar baleias e elas dormem boiando na superfície do mar , teremos que manter o motor funcionando mesmo que estejamos velejando.
A razão é que com o barulho do motor elas acordam e assim evita-se um acidente muitas vezes pode ser fatal.
Assim como nosso tanque de combustível não é muito grande, temos que comprar mais duas bombonas para colocar diesel.
Passamos dia atrás disto e não encontramos nada pela redondeza.
A noite fomos para um show de jazz no Canto da Jurema.
Como é perto da praia do Canto, onde estamos fundeados fomos pé.
A Silvia que achou o programa pela internet.
Fomos Beto, eu, Silvia, Augusto e Daniel.
O show foi no quiosque da Conceição.
QUIOSQUE DA CONCEIÇÃO
Conceição é dona de um quiosque na praia Canto da Jurema.
O show de jazz que rola por lá é ótimo.
Ambiente legal, cervejinha gelada, música de primeiríssima acontece toda segunda feira.
Na terça tem show de reggae, na quarta tem pagode e na quinta tem MPB, sexta, sábado e domingo a gente não sabe o que tem.
Vale a pena conferir.
Mas o melhor aconteceu na hora que a gente foi escolher o que comer.
Pedimos um prato e Conceição disse que não ia fazer pois era pequeno e não dava para todos comerem. Teria que pedir mais dois e assim iria ser muito caro.
Aconselhou outro prato que somente um serviria para todos ( é legal para três pessoas).
Enquanto isto pedi pimenta para colocar na moqueca, aí começou o enrosco.
A Conceição trouxe a pimenta e viu que eu ia experimentar.Pulou e segurou minha mão, com uma agilidade absurda e não me deixou experimentar.
Contou que era uma pimenta fortíssima que ela mesma preparava, com pimentas vindas da casa da mãe dela , lá em Minas gerais, ciadezinha perto de Teófilo Otoni, que era triturada com alho e zaeite e sem seguida deixada curtir.
Como continuei querendo experimentar, Conceição entrou em pânico e se viu na contingência de nos contar que a pimenta era altamente despachante.
Bem, neste ínterim a moqueca ficou pronta e Conceição foi buscá-la para nós.
Quando vimos a cumbuca, parecia miniatura e todo mundo olhou para a Conceição.
“Ao que ela nem se abalou: eu disse que dava para todo mundo porque não precisa comer muito “. Em seguida acrescentou: Eu sou franca, não gosto de enrolar.
Neste ponto já estávamos quase rolando de rir, mas quando fui colocar a pimenta, de novo Conceição quase me impediu e mandou colocar só uma gotinha e foi mais longe, contou que um amigo tinha comido a tal pimenta e quando foi para casa, de moto, não conseguiu chegar.
Rimos tanto que chorávamos e a coitada desesperada. Saiu e foi verificar se banheiro estava em ordem.
Aí então, acabou não dava mais para parar de rir.
O resultado: nenhum. Todo mundo experimentou a tal da pimenta e ninguém passou mal.
Conceição virou amigona e no fim da noite já chamava todos nos pelo nome, como velhos amigos.
Ainda vai ter o melhor quiosque do Nordeste, pois é muito simpática. Estamos fazendo propaganda para toda Costa Leste.
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5 comentários:
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Alberto e Rô,
Eu acho que mesmo não podendo acompanhá-los até Salvador pessoalmente e irei acompanhá-los por sonho. Logo quando chegamos aqui, eu sonhei duas noites seguidas que eu ainda estava participando do cruzeiro Costa Leste com vocês, e como se não bastasse, esta noite eu sonhei novamente que lá estávamos nós a caminho de Abrolhos vendo o mar repleto de baleias. Enfim, de um jeito ou de outro eu vou acabar em Salvador de veleiro!! Hehehe
O blog está ficando demais, está uma delícia acompanhar suas histórias. Por favor, não pare de escrever senão não terei matéria-prima para meus sonhos.
Ahhh... eu e o Gu já estamos procurando uma nova champanheira de acrílico que tenha a cara do Dona Rô!
Boa continuação de viagem.
Beijos
Bia
Nossa, é hostoria que não acaba mais.
Muito bom acompahar suas aventuras.
Bem, certo que sem champanheira.....perde-se o glamour, mas o que se ha de fazer? Você sabera improvisar muito bem. Salute
Rô, você desqualificou a pimenta-bomba da Conceição, que maldade!!!!!
Beijos
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